O Corinthians caiu na fase de grupos pela última vez em 1977. Foto: Rodrigo Buendia/AFP
Vanderlei Luxemburgo é o menos culpado pela eliminação do Corinthians na fase de grupos da Libertadores, a primeira em 44 anos. O técnico mais vitorioso do futebol brasileiro jamais conquistou o título do torneio continental, mas a culpa dessa precoce queda alvinegra ele não carrega totalmente. O treinador desembarcou no clube com três missões: afastar o time da zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, classificá-lo na Copa do Brasil e mantê-lo na Libertadores. Ocupa o 16º lugar na Série A, avançou às quartas de final no mata-mata nacional e cumprirá tabela na última rodada depois da derrota por 3 x 0 para o Independiente del Valle na altitude de Quito. A diretoria, sim, deve ser responsabilizada.
A administração do presidente Duílio Monteiro Alves é caótica. As más escolhas punem. O Corinthians encerrou o primeiro semestre com quatro técnicos diferentes. Fernando Lázaro, Danilo de Andrade, Cuca e Vanderlei Luxemburgo. O quarteto tem parcela de culpa na crise, mas é mínima se comparada com os sucessivos erros de gestão.
Satanizado no clube, o técnico português Vítor Pereira havia identificado o maior problema do Corinthians: o envelhecimento do elenco, o excesso de lesões e a necessidade de rejuvenescimento do grupo. Aos trancos e barrancos, entregou um time quarto colocado no Brasileirão e vice da Copa do Brasil na decisão por pênaltis contra o Flamengo.
Enquanto enchia o coração de ódio ao ver Vítor Pereira recusar a proposta de renovação e acertar com o Flamengo, a diretoria tomava decisões equivocadas. A escolha de Fernando Lázaro, por exemplo. O excelente profissional nos bastidores não se mostrou capaz de comandar o Corinthians. Na sequência, a escolha por Cuca transformou não somente o time, mas o clube em um caldeirão devido à ficha corrida do escolhido.
Onde está o erro de Vanderlei Luxemburgo? Em prometer o que não conseguiria cumprir em curto prazo. Ele pediu 10 jogos de trégua aos torcedores. A Fiel atendeu. A derrota para o Independiente del Valle foi a 11ª partida. São seis derrotas, três empates e duas vitórias expressivas contra Atlético-MG e Fluminense. A virada na Copa do Brasil deu a falsa impressão de que aquele nono jogo havia sido o clique necessário. Não foi.
Quando será?
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