Supercopa do Brasil 2020 no Mané Garrincha rendeu R$ 333.670 à FFDF. Foto: André Borges/CBF
A pandemia do novo coronavírus e a carência de jogos de times de fora do Distrito Federal, principalmente, no Mané Garrincha, reduziu em nove vezes o lucro da Federação de Futebol do DF (FFDF) na comparação entre os balanços divulgados em 2019 e 2020. Pelo menos é o que aponta o demonstrativo financeiro da entidade. Além da entidade, Brasiliense e Gama prestaram conta no prazo estabelecido pela Lei Pelé.
No ano passado, o blog publicou que o superavit da FFDF no exercício de 2019 havia sido surpreendentemente o sétimo maior no ranking das 27 federações do país. O resultado expressivo foi de pouco mais de meio milhão: R$ 587.620,35. O resultado do ano passado é bem inferior. O balanço publicado pela entidade indica superavit de R$ 64.170,39.
O balanço financeiro de 2019 foi turbinado pela realização de seis partidas do Campeonato Brasileiro na capital do país. Como a FFDF tem direito a 5% da renda bruta, seis partidas de ponta abasteceram a conta da entidade com R$ 948.139,55. Naquele ano, Fluminense, Avaí, Vasco, CSA, Botafogo e o amistoso entre Brasil e Catar foram disputados na arena candanga.
Em 2020, o Mané Garrincha recebeu nove jogos: a Supercopa do Brasil entre Flamengo e Athletico-PR e oito partidas deficitárias do Candangão — a maioria com portões fechados devido à pandemia. Disputado antes da crise sanitária, a finalíssima em jogo única organizada pela CBF rendeu à FFDF R$ 371,800,00. Nos demais a arrecadação foi ínfima ou zero.
Jogos realizados em 2020 no Mané Garrincha
- 16/02/2020 – Flamengo 3 x 0 Athletico-PR (Supercopa do Brasil)*
- 14/03/2020 – Capital 1 x 1 Unaí (Candangão)
- 18/03/2020 – Capital 4 x 0 Sobradinho (Candangão)
- 12/08/2020 – Capital 1 x 1 Real Brasília (Candangão)
- 16/08/2020 – Brasiliense 2 x 1 Luziânia (Candangão)
- 23/08/2020 – Brasiliene 1 x 2 Real Brasília (Candangão)
- 26/08/2020 – Brasiliense 3 x 1 Gama (Candangão)
- 13/09/2020 – Brasiliense 4 x 0 Tocantinópolis (Série D)
- 20/09/2020 – Brasiliense 3 x 1 Caldense (Série D)
*Único jogo rentável do ano. FFDF teve direito a 5% da renda bruta, equivalente a R$ 371,800,00
Em tese, a FFDF fechou no azul em 2020 graças ao repasse anual de R$ 975 mil da CBF para as federações e ao a uma ajuda da CBF para o enfrentamento da pandemia no início da crise. A FFDF recebe mensalmente R$ 80 mil da CBF. Na verdade, seria R$ 85 mil. Porém, a entidade máxima do futebol brasileiro retém R$ 5 mil mensalmente para cobrir empréstimo de R$ 200 mil feito pelo então presidente Erivaldo Alves ao Ceilândia para a disputa da Série D.
Naquela época, o valor não havia sido contabilizado no balanço financeiro e levou o dirigente ao impeachment. Além da mesada, as 27 federações recebem da CBF valores variáveis para apoio aos times que disputam as séries C e D. No caso do DF, a Série D e a Copa Verde a cada temporada passado. Em 2019, a cidade foi representada por Sobradinho e Brasiliense. Em 2020, por Gama e Brasiliense. Além do repasse mensal às federações, a CBF deposita para os presidentes das 27 federações filiadas um salário líquido de R$ 14.882,81.
No ano passado, a FFDF e os clubes decidiram enxugar o Candangão, entre outros motivos, para cortar custos. A controversa fórmula de disputa deste ano teve 61 jogos. Nas temporadas anteriores eram 80, ou seja, houve redução de 19 confrontos. Na prática, isso representou uma economia de R$ R$ 103.930, como mostrou o blog no início deste ano. O Candangão 2020 custou R$ 437.600. A deste ano, R$ 333.670, ou seja, 23,75% menos.
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