Banda do Fla começou a final em Brasília com 10 dos 11 heróis do bi da Libertadores. Foto: Alexandre Vidal
A reprise de domingo na tevê aberta (Globo) do bicampeonato do Flamengo na Libertadores contra o River Plate, em novembro do ano passado, serviu para matar saudade de um time que conseguiu conquistar o respeito e admiração não somente da torcida rubro-negra, mas de quem ama o futebol. Seis meses depois do título continental, a escalação de gala do técnico Jorge Jesus, com Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão; Éverton Ribeiro, Gerson e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel Barbosa; só perdeu uma peça. O zagueiro Marí foi negociado com o Arsenal.
Embora a diretoria rubro-negra tenha se esforçado para manter 10 dos 11 heróis do bi, principalmente ao contratar Gabriel Barbosa, Jorge Jesus só conseguiu escalar o time dos sonhos decorado pela torcida trocando Marí por Gustavo Henrique ou Léo Pereira, uma vez em 2020. Representado pela equipe sub-20 no mês de janeiro, o Flamengo entrou em campo pela primeira vez no ano usando o elenco profissional em 3 de fevereiro contra o Resende. Desde então, acumula 12 exibições até a paralisação global do futebol devido à pandemia do novo coronavírus.
Falta de ritmo de jogo, contusões, suspensões, rodízio, ou simplesmente opções técnicas e/ou táticas fizeram com que Jorge Jesus escalasse uma única vez em 2020 a formação mais próxima daquela que iniciou o duelo com o River Plate na decisão da Libertadores, em Lima. Curiosamente, aqui em Brasília, no Mané Garrincha, em 16 de fevereiro, na decisão da Supercopa do Brasil contra o Athletico-PR.
Naquela manhã de domingo, Jorge Jesus colocou em campo 10 dos 11 titulares do bi na Libertadores: Diego Alves; Rafinha, Gustavo Henrique, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Willian Arão; Éverton Ribeiro, Gerson e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Pablo Marí havia sido negociado com o Arsenal em 29 de janeiro. Portanto, foi substituído por Gustavo Henrique no triunfo por 3 x 0 sobre o Athletico-PR. A formação ideal, com os 10 mais Gustavo Henrique ou Léo Pereira, não se repetiu na decisão da Recopa Sul-Americana, no Carioca e muito menos na largada da Libertadores-2020.
O retorno do futebol europeu antes do brasileiro ameaça até que o time ideal de Jorge Jesus se repita mais uma vez em 2020. A janela de transferências do Velho Mundo pode direcionar os olhos dos clubes para jogadores de um país com moeda enfraquecida diante do euro, do dólar e das renegociações salarias. O corte na folha de pagamento rubro-negra, até agora, é de 25%.
Além de renovar o contrato do português Jorge Jesus, o Flamengo precisa blindar titulares do assédio internacional. Rafinha e Gerson, por exemplo, são alguns nomes volta e meia especulados na Europa. Como estamos no Brasil, o Flamengo está de parabéns por ao menos ter segurado e reforçado o elenco campeão carioca, brasileiro e sul-americano no ano passado. Repetir em um jogo 10 dos 11 titulares da conquista da Libertadores, então, nem se fala. Milagre de Jesus!
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