O técnico do Minas, Nicolas Negro, e a capitã Waleska, do Paraia. Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV
O Distrito Federal é campo neutro para diversas decisões do futebol realizadas em jogo único. A capital do país recebeu recentemente duas edições da Supercopa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e abrigará, em 1º de outubro, a finalíssima da Copa Sul-Americana.
Há uma característica comum nos eventos do esporte mais popular do mundo realizados aqui no nosso quadrado: a hospedagem dos clubes em endereços diferentes a fim de evitar espionagens, provocações e desentendimentos entre dirigentes, treinadores, jogadores ou torcedores. De preferência, um time fica no Setor Hoteleiro Norte e o outro, no Sul.
O desembarque da nata do vôlei, em Brasília, para a série melhor de três da final da Superliga tem muitos valores a ensinar à indústria do futebol. Respeito, honestidade, humildade, empatia, educação, solidariedade e ética. Nem mesmo Brasiliense e Gama foram capazes de de dividir o mesmo espaço no Mané Garrincha neste ano em partida válida pelo Candangão. Torcedores dos dois times foram expulsos do estádio depois de protagonizarem briga generalizada na arquibancada.
Digo isso a respeito de um procedimento normal no esporte praticado com as mãos, mas inimaginável na modalidade jogada com os pés. Protagonistas do jogão desta noite, às 21h, na Arena BRB Nilson Nelson, Minas e Praia Clube estão hospedados no mesmíssimo hotel. As duas delegações sairão praticamente juntas de lá rumo ao ginásio.
Ah, mas é outro esporte, dirá a turma da relativização. Óbvio. A discussão não é essa, O debate é: o que impede a convivência harmônica entre adversários?. Por que, em casos como o futebol, é preciso estabelecer um cordão de isolamento para evitar faísca.
O hotel de Minas e Praia Clube é compartilhado. Os dois times usam a mesma academia, sala de vídeo, os restaurantes destinados ao café da manhã, almoço e jantar. Treinaram no mesmo local, a Arena BRB Nilson Nelson. Tudo em sintonia, sob a orientação da CBV.
Os dois elencos até se encontraram na troca de quadra.Uma interação entre os dois times resumiu a harmonia entre os finalistas da Superliga. Uma demonstração de carinho do técnico do Minas, Nicola Negro, com a capitã Waleska, do Praia Clube.
Pequenos grandes exemplos de civilidade.
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