O poder dos laterais no começo do trabalho de Gabriel Milito no Atlético

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As escolhas de um técnico ex-jogador carregam um pouquinho da memória dos tempos de boleiro. Gabriel Milito foi zagueiro. Jogou com ótimos laterais. Alguns deles muito ofensivos como Daniel Alves e Juan Pablo Sorín. Outros dedicados ao equilíbrio entre entre atacar e defender. São os casos de Javier Zanetti, Eric Abidal, Gabriel Heinze e Diego Placente.

O comandante do Galo nem sempre foi titular por onde passou, mas era observador. Tinha sensibilidade para notar quando os técnicos dele desejavam um ala mais agudo ou obediente mais regrado taticamente. Isso explica o sucesso do início de Milito no Atlético.

Milito acumula quatro jogos em 18 dias de trabalho na Cidade do Galo. O time fez 11 gols sob o comando dele. Os laterais participaram diretamente de cinco. Motivo: o treinador sabe exatamente o que deseja de Renzo Sarabia pela direita e Guilherme Arana na canhota.

O lateral-esquerdo brasileiro vive grande fase. Dificilmente ficará fora da lista final do técnico Dorival Júnior para a Copa América. Iria ao Mundial do Catar com Tite se não tivesse sofrido uma lesão multiligamentar no joelho esquerdo. Recuperado, está comendo a bola.

Foi de Arana a assistência para Hulk no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro contra o Cruzeiro, na Arena MRV. Na sequência, viajou para a Venezuela. Balançou a rede na goleada por 4 x 1 contra o Caracas e deu passe para Paulinho. A conexaão voltou a funcionar na vitória desta quarta-feira contra o Rosário Central pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores (assista aos melhores momentos no fim do post). Toque de Arana para o acabamento de Paulinho para a rede. A sintonia final entre ele os homens de frente é um dos trunfos do trabalho de Milito.

Arana não é a única arma do comandante alvinegro. Ele e o compatriota Savia fala a mesma língua dentro e fora de campo. Prova disso é o gol do lateral-direito na reação contra o Cruzeiro no último fim de semana, no Mineirão. Saravia invade a área do Cruzeiro para completar o cruzamento de Otávio lembrando os bons tempos de Sorín com a camisa da Raposa. Surpreende a defesa celeste e empata a decisão do Campeonato Mineiro.

O trabalho de Gabriel Milito começa com um repertório riquíssimo nas laterais. Não será fácil bater o Galo. O êxito passa por neutralizar Arana e o versátil Saravia, capaz também de formar linha de três zagueiros ao lado de Bruno Fuchs e Jemerson. Foi assim na goleada por 4 x 1 contra o Caracas e no último domingo na decisão do Estadual contra o Cruzeiro. O Galo é muito mais do que Paulinho e Hulk. Prestem atenção nos laterais de Milito.

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Marcos Paulo Lima

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