Léo Pereira e Mauricio lideraram as reações do Flamengo e do Palmeiras
Viradas são provas não somente de imposição técnica, mas de controle e de inteligência emocional para suportar a pressão causada pelo placar adverso e manter os nervos no lugar em busca do resultado. Perseguidores do líder Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras usaram a força dos respectivos elencos — e o equilíbrio mental para derrotar o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista (SP), e o Fluminense, no Rio, respectivamente.
O Flamengo virou jogo pela terceira vez neste ano. Saiu perdendo para o Vasco no segundo jogo da semifinal do Campeonato Carioca e derrotou o rival por 2 x 1. Deixou o primeiro tempo perdendo para o Chelsea por 1 x 0, na Philadelphia, na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes, e se impôs na etapa final no triunfo por 3 x 1.
O Red Bull Bragantino abriu o placar aos oito segundos da etapa final em uma jogada ensaiada com direito a colaboração de Léo Pereira. O zagueiro estava distraído e tomou bola nas costas no lance relâmpago finalizado por Lucas Barbosa.
Apesar da falha na saída de bola, Léo Pereira usou a cabeça para compensar. Concluiu de cabeça e empatou graças ao cruzamento milimétrico de Arrascaeta. Improvisado na lateral esquerda, Varela não dava profundidade pela esquerda. Bastou o compatriota Viña entrar de um lado, e Wallace Yan do outro no suporte a Wesley, para o Flamengo se impor no jogo.
O gol da vitória começa em uma belíssima arrancada de Viña em diagonal. A bola chega aos pés de Wallace Yan e o menino do Ninho do Urubu ajeita para outra cria rubro-negra, o lateral-direito Wesley, chutar cruzado para decretar a virada rubro-negra.
Entre os heróis invisíveis, destaco as atuações de alto nível do goleiro Rossi, a elegância de Léo Ortiz na defesa, a tranquilidade dos volantes Evertton Araújo e do experiente Jorginho e a dedicação de Pedro. Embora não tenha marcado gol, ele fez muito bem o papel de centroavante. Ao combater os zagueiros na saída de bola e arrastá-los para fora da área quando a posse era rubro-negra, ele ajudou Bruno Henrique a sintonizar-se com a partida.
No Rio de Janeiro, o Fluminense saiu na frente com o gol de pênalti de Germán Cano. Porém, do outro lado, estava um Palmeiras que sabe ser brasileiro e não desiste nunca do resultado sob o comando de Abel Ferreira. Posicionado por dentro na função de Estêvão, Mauricio empatou a partida. Massacrado pela crítica, Vitor Roque virou para 2 x 1. A cabeça fria e o coração quente domaram o semifinalista da Copa do Mundo de Clubes.
Filipe Luís e Abel Ferreira têm elencos fortíssimos, porém são desafiados a reinventar os respectivos times o tempo inteiro. A meritocracia levou o treinador rubro-negro a organizar o Flamengo no 4-4-2 para abrigar Pedro no ataque ao lado de Bruno Henrique. Luiz Araújo, Evertton Araújo, Jorginho e Arrascaeta formaram uma linha de quatro no meio atrás deles.
Abel Ferreira iniciou o duelo com o Fluminense no 4-2-3-1 com inversões de posição. Sem Richard Ríos, o português usou Lucas Evangelista e Aníbal Moreno lado a lado no suporte aos três homens responsáveis pela construção: Facundo Torres, Maurício e Felipe Anderson posicionado no lado esquerdo, não na direita, onde sente-se mais confortável.
Flamengo e Palmeiras viraram jogos, mas não a classificação do Brasileirão. O topo segue nas mãos do Cruzeiro depois do insosso empate celeste com o Corinthians, na Neo Química Arena. A equipe carioca tem um jogo a menos contra o Sport. O alviverde deve dois: o clássico contra o Santos, na Vila Belmiro; e a recepção ao Juventude.
O Cruzeiro tem 34 pontos, um a maios do que o vice-líder Flamengo a cinco de distância do Palmeiras. A corrida maluca pelo título está acirrada e demanda futebol de excelência para merecer o título. A Raposa que se cuide! Rubro-negros e alviverdes estão à caça.
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