O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo é marcado pela displicência em lances capitais. Faltam ritmo de jogo, reflexo e entrosamento a quem não entrava em campo em uma partida oficial desde 6 de janeiro na derrota do West Ham para o Nottingham Forest pela 21ª rodada do Campeonato Inglês e pisou no gramado desconexo contra Corinthians e Internacional.
Em dois jogos, Lucas Paquetá perdeu gol crucial no Mané Garrincha, armou o primeiro gol colorado no empate por 1 x 1 no Maracanã e impediu o possível gol da virada rubro-negra nessa quarta-feira pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Lucas Paquetá teve a chance de força a disputa por pênaltis em Brasília no penúltimo lance perigoso da derrota por 2 x 0 par ao Corinthians. Depois de mandar a bola nas alturas naquela finalização dentro da pequena área, Yuri Alberto consumou o bicampeonato alvinegro na Supercopa Rei em um contra-ataque fulminante da trupe de Dorival Júnior.
O meia é o protagonista da perda da posse de bola no meio de campo no ataque iniciado por Allan Patrick. O meia aciona rapidamente Carbonero e o ponta-esquerda serve rapidamente o centroavante Rafael Borré no primeiro gol do Internacional no Maracanã.
A cabeçada desajeitada no segundo tempo é culpa da falta de entrosamento e de comunicação com os companheiros em campo. A bola erguida para a área na etapa final tinha o endereço do lateral-direito Varela. Ansioso, Lucas Paquetá se antecipa em uma bola que não estava na medida para ele e manda para fora a oportunidade da virada.
O desembarque de Lucas Paquetá no Flamengo acende mais um sinal de alerta para Pedro. O camisa 9 raiz tem como principal concorrente na posição o centroavante postiço Bruno Henrique. Arrisco dizer que, agora, Lucas Paquetá também. Em dois jogos, ele apareceu pelo menos três vezes sozinho dentro da área como se fosse o destino da construção.
A mobilidade de Lucas Paquetá é um dos trunfos de qualquer técnico. Modernidade na veia. Ele tem facilidade para atuar aberto nas duas pontas, pelo centro, no papel de segundo volante e até de centroavante. Basta lembra que ele se revezou com Felipe Vizeu na posição quando Paolo Guerrero foi suspenso por doping no fim de 2017. O técnico colombiano Reinaldo Rueda enxergou potencial nele para o papel de falso nove. Te cuida, Pedro!
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