Jorge Luis Pinto admite ter sido procurado para substituir o amigo Reinaldo Rueda no Flamengo

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A (possível) saída de Reinaldo Rueda do Flamengo para assumir a seleção do Chile começa a causar efeitos colaterais no mercado e a mexer com a vida de possíveis substitutos estrangeiros. Em entrevista ao blog na noite de quinta-feira (4), o técnico colombiano Jorge Luis Pinto, que levou a Costa Rica às quartas de final da Copa de 2014 e comandou Honduras nas Eliminatórias para o Mundial da Rússia, admitiu que foi procurado por emissários do clube carioca.  A imprensa hondurenha foi a primeira a informar sobre o suposto interesse rubro-negro.

“Não fui procurado diretamente pelo Flamengo, mas recebi telefonemas de empresários brasileiros falando em nome do clube”, conta Jorge Luis Pinto por telefone ao blog. Questionado se poderia revelar o nome dos intermediários que falaram em nome do Flamengo, o treinador gentilmente pediu desculpas. “Eu seria antiético com eles”. Os mesmos empresários tentaram levá-lo para o Flamengo (após a demissão de Zé Ricardo) e  para o Vitória neste ano. “Eu preferi cumprir o meu acordo com Honduras”.

Jorge Luis Pinto é colega de Reinaldo Rueda e falou sobre a possível transferência do técnico do Flamengo para o Chile. “O elenco chileno é bem complexo, mas é uma linda e grande oportunidade para ele, mas há riscos. No Flamengo, ele está muito tranquilo. Porém, seleção é seleção”, ponderou, despistando sobre o possível acerto do colega com o Chile. “Somos amigos, mas não falamos sobre esses assuntos”.

Aos 65 anos, Jorge Luis Pinto está desempregado. Ele falou com o blog da Colômbia, mas retornará a Tegucigalpa para cuidar dos últimos detalhes da rescisão com seleção de Honduras. Questionado se aceitaria herdar o Flamengo de Reinaldo Rueda, ele respondeu rapidamente. “Quero voltar a trabalhar no futebol brasileiro”.

Em entrevista ao blog em março de 2015, o treinador contou que morou em São Paulo e estudou na USP nos anos 1970. Fez amizade com os técnicos Oswaldo Brandão e José Teixeira no Corinthians. Virou até torcedor do Timão e testemunhou a conquista do título de 1977 contra a Ponte Preta, aquela do famoso gol do Basílio.

Jorge Luis Pinto não comanda um clube há sete anos. O último trabalho foi à frente do Deportivo Táchira, da Venezuela, em 2011. Na época, deixou o emprego para assumir a Costa Rica nas Eliminatórias para a Copa de 2014. Além de classificar o país para o torneio disputado no Brasil, avançou em primeiro lugar no chamado grupo da morte, que tinha Uruguai, Itália e Inglaterra. Derrotou o Uruguai por 3 x 1, a Itália por 1 x 0 e ficou no 0 x 0 com a Inglaterra. Nas oitavas de final, eliminou a Grécia. Nas quartas, caiu nos pênaltis contra a Holanda. Nas Eliminatórias para 2018, foi eliminado pela Austrália na repescagem internacional.

Questionado sobre suas experiências na Copa Libertadores da América — torneio que o Flamengo disputará a partir de fevereiro — Jorge Luis Pinto lembrou que participou do torneio continental como técnico por três clubes diferentes: Millonarios (Colômbia), Alianza Lima (Peru) e Deportivo Táchira (Venezuela).

O blog apurou que Jorge Luis Pinto tem quatro participações na Libertadores. Em todas elas, não passou da primeira fase. Em 1985, o Millonarios terminou em terceiro lugar numa chave que tinha América de Cali, Cerro Porteño e Guaraní. Em 1997, o Alianza Lima fechou o Grupo 4 em último, atrás de Grêmio, Cruzeiro (campeão) e do Sporting Cristal (vice). Em 2000, novamente à frente do Alianza, ficou em terceiro lugar na chave que tinha Atlético-PR, Nacional do Uruguai e Emelec. A última participação, em 2011, foi pelo Deportivo Táchira. Acabou na lanterna na chave que tinha Santos, Cerro Porteño e Colo-Colo.

Sobre o elenco do Flamengo, Jorge Luis Pinto avaliou. “É um grupo mesclado. Tem jovens talentosos e jogadores de nível internacional (seleção), como Diego Alves, Paolo (Guerrero), Diego e Cuéllar. Acompanhei os jogos contra o Junior (Barranquilla) e o Independiente na Copa Sul-Americana”.

Marcos Paulo Lima

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