
A aprovação do impeachment do presidente Julio Casares na última sexta-feira pelo Conselho Deliberativo do São Paulo causa impacto em uma das ligas antagônicas do futebol brasileiro. Em 4 de outubro de 2024, o dirigente tricolor e o ex-mandatário do Flamengo Rodolfo Landim foram eleitos representantes legais da Liga do Futebol Brasileiro (LiBRA).
Entre os atributos do cargo estão dar as caras nas negociações com as instituições esportivas, convocar as reuniões do grupo e encaminhar os projetos da entidade. Landim deixou a liga depois da vitória do opositor Luiz Eduardo Baptista, o Bap, nas eleições do Flamengo. O mandato de Julio Casares na LiBRA está em vigor até a realização da próxima assembleia do grupo, provavelmente em fevereiro ou março deste ano.
A menos que peça o desligamento da LiBRA nos próximos dias, Julio Casares ainda pode tomar decisões no Conselho de Gestão, mas não deve usar desse poder diante do enfraquecimento político em São Paulo. As principais decisões do grupo econômico devem passar pelo filtro de André Rocha, CEO do Red Bull Bragantino. Ele substituiu Landim.
Do ponto de vista institucional, o blog apurou que a LiBRA espera o fim do processo para verificar as implicações na associação. A cadeira no Conselho Gestor ao lado de André Rocha continua sendo preenchida por Julio Casares. Há um quadro de suplentes caso seja necessária a imediata substituição do ex-presidente do São Paulo.
Em princípio, a próxima assembleia da LiBRA está prevista para fevereiro. Logo, o mandato de Julio Casares não expira automaticamente em 31 de dezembro de 2025. O marco final é o próximo encontro dos dirigentes dos clubes associados. O tema entrará na pauta para a eleição de um novo representante legal para ocupar o cargo ao lado de André Rocha.
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