Gabigol celebra o fim do jejum diante de um Flu incrédulo depois da virada. Foto: Marcelo Cortes/Flamengo
A vitória de virada do Flamengo no clássico contra o Fluminense, por 2 x 1, esteve longe de ser convincente, mas foi relevante para devolver a confiança a pelo menos três jogadores: Gabriel Barbosa voltou ao modo Gabigol. Andreas Pereira deu mais um passo para deixar o purgatório rubro-negro ao balançar a rede e comemorar com a raça cobrada pela torcida. Mas o personagem da noite foi o goleiro Hugo Souza.
Defendi aqui no blog depois da vitória contra o Sporting Cristal que o técnico Paulo Sousa poupasse o jovem goleiro no Fla-Flu. O português insistiu com ele e viu o xodó emular a exibição do belga Courtois no triunfo de sábado do Real Madrid contra o Liverpool por 1 x 0 na decisão da Champions League. Foram pelo menos cinco defesas dignas de aplausos — e não vaias. Duas delas nos acréscimos, evitando o empate e encobrindo equívocos do chefe.
Heróis à parte, o técnico Paulo Sousa segue no papel de vilão. Defendo a permanência dele até o fim do contrato, como escrevi mais uma vez aqui, mas o trabalho precisa ser questionado a essa altura da temporada. Parece até que o português assumiu o cargo outro dia e Fernando Diniz acumula um tempão à frente de um Fluminense que foi muito superior ao arquirrival no Maracanã. Segundo o aplicativo SofaScore, o tricolor teve 62% de posse de bola contra 38%. Jogou com a agressividade esperada do caríssimo e badalado elenco rubro-negro. Em vez de sofrer, fez o adversário sofrer.
O Flamengo continua cheio de imperfeições na defesa. É facilmente envolvido e atacado pelos adversários. O ótimo segundo tempo do time das Laranjeiras deu a Hugo Souza o status de nome da noite no Maracanã, mas não ofusca o trabalho ruim de quem confia nele.
Paulo Sousa igualou sua maior série de vitórias no cargo: quatro jogos. Não arrancou suspiros em nenhum deles. Foi minimamente convincente nos 3 x 0 contra a Universidad Católica pela Libertadores. Nas demais exibições mostrou-se inseguro. Escapou de sofrer o gol de empate do Goiás e viveu perigosamente no fim das partidas contra Sporting Cristal e Fluminense. O Flamengo sofreu 17 finalizações (seis no gol) e fez sete (três na direção). Duas entraram. Dez arremates da equipe de Fernando Diniz foram dentro da área.
A vulnerabilidade do Flamengo é assustadora para a sequência da temporada. Há um duelo duríssimo contra o Deportes Tolima nas oitavas de final da Libertadores. Confrontos mais pesados ainda caso avance de fase. Possibilidades de enfrentar Corinthians, Boca Juniors e River Plate no mata-mata. O rival na Copa do Brasil também promete ser difícil. O time perdeu o respeito dos outros 19 concorrentes no Brasileirão. É atacado sem pena.
A torcida do Fluminense saiu orgulhosa do estádio com toda razão. Apesar das eliminações precoces na Libertadores e na Sul-Americana, vê o trabalho de Fernando Diniz evoluir a passos largos enquanto o Flamengo aparenta inércia. Venceu, mas encerrou o clássico nas cordas, como se diz na gíria do boxe. Para sorte de Paulo Sousa, soou o gongo no momento em que Hugo Souza resistiu até o fim e não foi à lona no ringue do Maracanã.
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