Os gols sofridos pelo Flamengo na Série A foram de cabeça: São Paulo insistiu. Foto: Rubens Chiri/Flamengo
O Flamengo derrotou o São Paulo por 2 x 1 no Maracanã, volta a liderar o Campeonato Brasileiro depois de 116 rodadas no critério de desempate gols marcados — 4 x 3 contra o Internacional —, não perdeu na temporada, porém nem tudo é perfeito. O mantra de que o Flamengo não sofre gol foi para o espaço desde que o Carioca acabou e o nível dos adversários subiu nas largadas da Libertadores e da Série A. Natural que seja assim.
Não existe defesa intransponível. Os adversários escaneiam o Flamengo. Millonarios, Atlético-GO e São Paulo ensinaram o caminho e o Palmeiras vai explorá-lo no domingo, no Allianz Parque, em São Paulo. Mayke, Endrick e outras peças de Abel Ferreira causam estragos naquele pedaço do campo. Os atalhos dos gols são as laterais e os cruzamentos para a área. Daniel Ruiz recebe cruzamento da direita e desvia para a rede de Rossi. Nos últimos dois compromissos, bolas alçadas na área e cabeçadas letais de Luiz Fernando, em Goiânia; e de Ferreirinha, no Rio.
Reparem uma coincidência no combo dos dos dois gols sofridos no Brasileirão: concessão de espaço no lado direito para erguer a bola e finalizadores marcados por laterais dentro da área. Varela na estreia contra o Atlético-GO e Ayrton Lucas no duelo com o São Paulo.
O Palmeiras tem a melhor bola aérea do país. Ótimos finalizadores de cabeça. Flaco López é um deles. Aníbal Moreno tem esse perfil. O zagueiro Gustavo Gómez nem se fala. As cobranças de ensaiadas de falta e escanteio são sempre venenosas e o Flamengo tem três dias para minimizar o risco de vulnerabilidade.
Há problemas defensivos a serem corrigidos. A compactação das linhas defensivas, menos brechas nas extremidades, acerto na marcação dentro da área nas jogadas de bola aérea. O goleiro Rossi tem trabalhado mais do que de costume. Afinal, o sarrafo das adversidades subiu depois do Campeonato Carioca. Os próximos três jogos são contra o Palmeiras no piso sintético do Allianz Parque, Bolívar na altitude de 3.600m de La Paz e o Botafogo.
Ofensivamente, três jogadores estiveram muito bem no jogo: o centroavante Pedro, o excelente meia uruguaio De La Cruz e o atacante Bruno Henrique. Luiz Araújo fez um golaço. Grande lance do Pedro dentro da área até De La Cruz aproveitar o rebote e finalizar para o fundo da rede no lance do segundo gol rubro-negro.
Chamo atenção para o banco de reservas do Flamengo. Não é tão sortido como em outras temporadas. Consequentemente, o nível cai nas substituições. As carências devem ser resolvidas na próxima janela de transferências. O arrastão da Copa América é uma das razões. Falta um reserva para Varela na ausência de Wesley, mais um volante, um ponta-direita para competir com Luiz Araújo e talvez mais um centroavante.
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