Blog Drible de Corpo
Marcos Paulo Lima
Esporte 4 min de leitura
Goleada do Flamengo no Vasco premia paciência de Leonardo Jardim com Pedro
Centroavante encerra jejum de seis partidas com dois gols no clássico, recompensa a confiança do treinador português e mantém o Flamengo na liderança do Campeonato Brasileiro
Paciência tem limite. A de Leonardo Jardim com Pedro parece ilimitada. O centroavante do Flamengo não fazia gol havia seis partidas. Não marcou contra Santos, Fluminense, Bahia, Atlético-MG e em dois duelos contra o Estudiantes na Libertadores.
O apagão do camisa 9 contribuiu para a eliminação na Libertadores, principalmente na segunda partida no Maracanã. O time criou oportunidades nas seis partida. Ele não aproveitou.
Atacante de fases, Pedro desencantou contra o maior rival. As duas bolas na rede na vitória contra o Vasco recompensam a perseverança de Leonardo Jardim no futebol dele.
Pedro alcançou a marca de oito gols no Clássico dos Milhões com a camisa rubro-negra desde o desembarque no clube em 2020. Acha pouco? Paolo Guerrero não fez nenhum.
A performance de Pedro na temporada é incrível. São 28 gols neste ano. Ele está perto de entregar no mínimo 30 bolas na rede pela terceira vez em quatro anos.
Quando não atingiu ou ultrapassou esse sarrafo, ele esteve próximo disso. Bateu 29 em 2022. O recorde pessoal em um ano são 35 gols em 2023. Faltam cinco jogos para o fim do Brasileirão.
A má fase afastou Pedro da disputa com Viveros pela artilharia. O colombiano tem 21. Pedro finalmente saiu dos 16, saltou para 18 e retomou a perseguição. Inclusive, ambos têm encontro marcado na 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Flamengo será mandante no Maracanã.
O Rubro-Negro derrotou o Vasco devido a uma palavrinha mágica: eficácia. O ataque é oito ou oitenta. Faz quatro gols no Vasco em 90 minutos, mas também consegue passar quase 200 minutos sem marcar contra o Estudiantes nas semifinais da Libertadores. Resultado: deu adeus à defesa do título continental nas cobranças de pênalti.
Quem esperava um Vasco enfraquecido com time misto se enganou. Pedro Manuel priorizou o início das semifinais da Copa do Brasil contra o Palmeiras neste domingo, mas configurou uma equipe competitiva. O Gigante da Colina teve 56% de posse da bola contra 44% do adversário. Finalizou 15 vezes contra 14 do arquirrival. Equilibrou o confronto na maior parte do duelo. Onde ele errou? Ao poupar Saldivida, Robert Renan e Sosa. O trio da saída de bola.
A diferença? O acabamento das jogadas. Destaco a importância da volta de Arrascaeta. Pedro renasce com a presença do maestro uruguaio. Foi dele o lançamento milimétrico para o lateral-direito Varela cruzar na cabeça de Pedro no lance do primeiro gol.
Oportunista, Pedro estava no dentro da pequena área quanto Léo Jardim bateu roupa no chute de Samuel Lino e Pedro empurrou a bola para dentro da rede cruzmaltina no rebote.
Samuel Lino estava calibrado. Acertou o canto no terceiro gol e o ângulo no quarto com uma frieza invejável. Léo Jardim, o goleiro vascaíno, não tinha como intervir nas duas finalizações. Aliás, que pecado a bola explodir no travessão impedindo um golaço do zagueiro Léo Ortiz partindo com a bola dominada desde a defesa até o interior da área cruzmaltina. Merecia terminar na rede.
O Flamengo lidera o Brasileirão com três pontos de vantagem e duas vitórias a mais do que o Palmeiras, mas tem problemas a corrigir. O gol do Vasco lembra muito o primeiro marcado pelo Atlético-MG na segunda-feira. O Galo avançou pela ponta direita e cruzou para quem vinha de trás bater de frente. Bernard abriu o placar naquele confronto.
Nesta quinta-feira, Brenner chegou à linha de fundo pela esquerda, nas costas de Varela, e cruzou para Lescano finalizar igualzinho, chegando de frente na grande área. Há um padrão errado na defesa rubro-negra. Os adversários estão explorado. Leonardo Jardim precisa corrigir isso.