Última vez na liderança foi na conquista de 2020, no Morumbi. Foto: Marcelo Cortes/CRF
O empate por 0 x 0 com o Goiás nesta quarta-feira no Estádio da Serrinha, em Goiânia, consolida marco tenebroso para o Flamengo. O time carioca completou 100 rodadas sem liderar o Campeonato Brasileiro. A conta do jejum centenário é a seguinte: 38 jogos em 2021, 38 em 2022 e 24 em 2023. A última presença no cume da classificação faz 937 dias.
Em 25 de fevereiro de 2021, o time carioca perdeu por 2 x 1 para o São Paulo, no Morumbi, mas conquistou a Série A graças ao tropeço do Internacional contra o Corinthians por 0 x 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Um ponto separou o campeão do vice (71 x 70).
O clube mais rico e badalado da América do Sul com mais de R$ 1 bilhão de receita no balanço financeiro de 2022 age na contramão dos clubes mais ricos das ligas nacionais da Europa. Por lá, os ricaços combinam dinheiro com hegemonia. Aqui, a história é outra. A contar de 2016, quando se apresentou ao país como novo rico depois da reconstrução econômica, o clube acumula dois títulos (2019 e 2020), dois vices (2018 e 2021), um terceiro (2016), um sexto (2017) e o quinto lugar na temporada passada depois das conquistas da Copa do Brasil e da Libertadores. Palmeiras, Corinthians e Atlético-MG também conquistaram o Brasileirão nesse período.
Não é difícil entender o distanciamento do Flamengo da primeira colocação. A dança das cadeiras sintetiza a crise. O time acumula cinco técnicos diferentes em 100 rodadas de abstinência no Brasileirão. O jejum começou na edição de 2021 com Rogério Ceni e passou pelas mãos dos sucessores Renato Gaúcho, Paulo Sousa e Dorival Júnior até explodir nas mãos do atual comandante, Jorge Sampaoli. A média aproximada é de uma troca de treinador a cada 20 rodadas na primeira divisão nacional.
O último relatório da consultoria internacional Deloitte aponta o Manchester City com receita de 731 milhões de euros. O time é o atual tricampeão da Premier League. Pep Guardiola tem convertido cada níquel em troféu. Inclusive a conquista inédita da Champions League na temporada passada contra a Internazionale, em Istambul, na Turquia.
Milionário do Campeonato Francês, o Paris Saint-Germain faz prevalecer o poder financeiro na Ligue 1. O time bancado pela Qatar Sports Investments (QSI) ganhou cinco das últimas seis edições do campeonato nacional. O Lille quebrou a sequência em 2020/2021. A receita do PSG é de 654,2 milhões de acordo com o último levantamento.
Houve quem profetizasse um Flamengo hegemônico como o Bayern de Munique. O time bávaro é disparado o mais rico da Alemanha com 653,6 milhões de euros para investir. O clube estabeleceu dinastia sem precedentes na Bundesliga: 11 títulos consecutivos.
Segundo mais rico da Europa, o Real Madrid perdeu o título do Campeonato Espanhol para o segundo mais abastado do país e sétimo da Europa. O Barcelona conquistou o título. No entanto, o time merengue jamais passou tanto tempo longe da liderança como o Flamengo.
Na Itália, a Juventus ostenta a maior fortuna com 400,6 milhões de euros. A Velha Senhora foi punida com a perda de 10 pontos na edição passada e ficou para trás. Abriu caminho para o Napoli conquistar o título da Serie A. Segunda mais rica no Calcio, a Internazionale com 308,4 milhões de euros. Fechou a competição em terceiro lugar.
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