Gama O Gama passou fácil pelo Monte Roraima no terceiro mata-mata com Luiz Carlos Souza. Foto: Diller Abreu/FFDF O Gama passou fácil pelo Monte Roraima no terceiro mata-mata com Luiz Carlos Souza. Foto: Diller Abreu/FFDF

Gama sofreu apenas um gol em mata-mata com o técnico Luiz Carlos Souza

Publicado em Esporte

Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da primeira fase na Copa do Brasil. Antes da estreia na edição de 2026, ele esteve duas vezes no torneio nacional com a prancheta do Brasília. Foi eliminado pelo Sport em 2014. Na temporada seguinte, deu adeus ao mata-mata contra o Náutico.

 

A vitória por 2 x 0 contra o Monte Roraima leva o atual campeão do Distrito Federal à segunda fase para enfrentar o Goiás na próxima quarta-feira, novamente no Bezerrão. O treinador alviverde mantém a invencibilidade. São 12 partidas sem perder desde que assumiu o cargo no ano passado no empate por 0 x 0 com o Capital pela última rodada da primeira fase do Candangão: acumula oito vitórias e quatro empates.

 

Impressiona a segurança defensiva do Gama. O time acumula 18 gols marcados e quatro sofridos sob o comando de Luiz Carlos Souza. O Capital balançou a rede alviverde na final do ano passado. Brasiliense, Paranoá e Ceilândia conseguiram em 2026.

 

Um dos clichês do futebol diz o seguinte: “ataques ganham jogos, mas defesas levam campeonatos”. O 14º título no Candangão seguiu a máxima. O Gama foi vazado apenas uma vez na reta final durante a gestão do atual treinador. Conquistou a taça nos pênaltis. A combinação de uma muralha alviverde com um centroavante iluminado é quase perfeita. Felipe Clemente tem sete gols em oito jogos no ano.

 

Os bons resultados elevam o sarrafo. O próximo adversário na Copa do Brasil é o Goiás. Faltam duas partidas para o encerramento da primeira fase do Candangão contra o lanterna Aruc e o quinto colocado Capital.  Depois disso é mata-mata nas semifinais.

 

A maior virtude do Gama neste início de temporada é a vontade de ter o torcedor ao lado no Bezerrão e a vontade de fidelizar a ida dele ao estádio em troca de uma boa apresentação. Foram 9.030 pagantes em uma Quarta-Feira de Cinzas chuvosa no Bezerrão. A média no Candangão é de 7.466 pagantes em três partidas como mandante.

 

Falei com Luiz Carlos Souza na véspera da partida contra o Monte Roraima. Impressiona o comprometimento com a entrega de um bom espetáculo ao apaixonado pelo Gama. “A torcida está esperando muita coisa da gente e nós também”, afirmou.

 

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