Sem calendário no segundo semestre, Gama só jogará no gramado do Bezerrão em 2024; entenda

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As obras no gramado do Bezerrão estão assim depois do combate ao mato. Foto: Divulgação

É oficial. O gramado do Bezerrão só ficará pronto na virada do semestre e o Gama não poderá jogar no Estádio Bezerrão no Candangão. Como o time profissional só tem o torneio doméstico no calendário em 2023, a volta do elenco principal ao gramado da casa própria ocorrerá somente em 2024.

Em entrevista ao blog nesta terça-feira, David Lins, dono da Green Gramados, responsável pela obra, projetou o prazo de cinco meses, a contar de 3 de janeiro, para o piso ficar apto para receber uma partida de futebol. Como a Federação de Futebol do Distrito Federal estabeleceu 9 de janeiro, às 19h, como data limite para as equipes indicarem estádios, o Gama terá de viver mais um ano de “aluguel”. O Candangão começa para o Gama no próximo dia 28 contra o Taguatinga. O time alviverde é mandante.

David Lins esteve nesta terça-feira no Estádio Bezerrão para avaliar o andamento das obras. Questionado sobre o prazo de liberação do gramado para jogo, ele não deu voltas. “Pode considerar, a partir de hoje (3/1), uns dois meses de obra, mais três meses de maturação do gramado”, avaliou. Na melhor das hipóteses, o serviço será concluído em junho deste ano. A empresa venceu a licitação em outubro, mas a autorização para o início das obras demorou.

“A chuva e o calor intenso são bons nessa época? Sim. Mas às vezes a máquina tem dificuldade.  A intenção nossa era acabar amanhã, mas, infelizmente, o prazo é esse mesmo. O campo fica pronto daqui a uns dois meses, mas não terá condição de jogo ainda não”, afirmou Lins.

Em 2019, o gramado recebeu investimento milionário da Fifa para a disputa do Mundial Sub-17. O Bezerrão era a principal arena da competição. Recebeu inclusive a decisão do título entre Brasil e México. Em meio à pandemia, o gramado hospedou um hospital de campanha. Depois da retirada da estrutura, o campo de jogo ficou abandonado à espera da reforma.

“Havia uma infestação muito grande de mato. Você tem de combate-lo. Fazer três quatro aplicações de produtos para atacar o mato. Tinha árvore nascendo lá dentro do campo. Mais uns dois, três meses, seria uma árvore de três, quatro metros. Isso prejudicou muito. Adiou o início do trabalho em 20 dias, mas já foi solucionado e o campo está pegando rumo”, diz Lins.

Com sede em Belo Horizonte, a Green Gramados Esportivos venceu a licitação com uma oferta de R$ 628.996,95, ou seja, bem abaixo dos R$ 882.566,99 estimados pelo edital para a reconstrução do campo de jogo. Entre os serviços previstos estão a reforma dos sistemas de drenagem subsuperficial, implantação do sistema de irrigação e a troca da camada arenosa e top soil (areia e húmus), assim como o plantio de um novo gramado (bermuda Cynodon).

O acordo detalhado no Projeto Básico inclui a conservação por um período de 90 dias após o plantio, incluindo os serviços de adubação, cortes do gramado semanais, controle de pragas, doenças, plantas invasoras e marcações das linhas do campo de jogo.

A empresa não é novata no Distrito Federal. Há cinco anos, executou serviços no Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho. Na vizinha Goiânia, é parceira do Serra Dourada, Estádio Olímpico e da casa do Vila Nova — o Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA).

A empresa também tem no portfólio obras e manutenção no Mangueirão, em Belém, no Centro de Treinamento do Cruzeiro, a Toca da Raposa, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, e comemora o acesso do Pouso Alegre da Série D para a C do Campeonato Brasileiro nesta temporada.

“Nós fizemos o trabalho no gramado do Pouso Alegre (Estádio do Manduzão). Demos sorte, para nossa alegria, eles acabam de subir para a terceira divisão”, brinca Lins.

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Marcos Paulo Lima

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