Galo encaminha final inédita entre SAFs e nova ordem econômica na Libertadores

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A classificação do Atlético-MG para a final única da Copa Libertadores da América ao eliminar o River Plate no Monumental de Núñez por 3 x 0 no placar agregado das semifinais encaminha decisao histórica não somente do ponto de vista do ineditismo contra o Botafogo, mas também no aspecto financeiro. O principal torneio do nosso continente caminha para testemunhar confronto entre duas Sociedades Anônimas do Futebol pela Glória Eterna. Jamais uma SAF sequer havia alcançado a última etapa da competição. O Galo é o primeiro a oficializar.

A iminente finalissima entre Atlético e Botafogo no próximo dia 30 de novembro representará uma nova ordem econômica em um país que acaba de aderir ao modelo implementado no Brasil. A Argentina deu aval paras criação das Sociedades Anônimas Desportivas (SADs) na tentativa de fortalecer os clubes e impedir a donastia dos clubes brasileiros no torneio.

A menos que o Peñarol prove o contrário nesta quarta-feira, a Libertadores será de uma equipe brasileira pelo sexto ano consecutivo. É assim desde 2019. Flamengo, Palmeiras, Fluminense e Atlético ou Botafogo alternaram-se no poder. Os argentinos entenderam que uma das formas de voltar a peitar os times brasileiros é escancarar a receita dos clubes ao capital externo. A queda de braço com o governo do presidente Javier Milei tem sido duríssima, mas o fiasco do River na tentativa de disputar a final na Libertadores em casa pode representar o capítulo final das discussões para a salvação de times quebrados.

À espera da partida de volta entre Peñarol e Botafogo nesta quarta-feira no Centenario, em Montevidéu, a Libertadores está prestes a testemunhar uma sequência de títulos que somente a Inglaterra conseguiu na história das duas principais competições continentais interclubes. Os britânicos empilharam seis títulos de 1977 a 1982 com Liverpool (3), Nottingham Forest (2) e Aston Villa (1). A hegemonia só caiu em 1983 com a conquista do alemão Hamburgo.

Nunca antes na história da Libertadores, um mesmo país havia enfileirado seis títulos seguidos no mais nobre torneio da América do Sul. O Brasil está muito próximo de ser o primeiro com Flamengo (2019), Palmeiras (2020 e 2021), Flamengo (2022), Fluminense (2023) e Atlético ou Botafogo (2024) em 30 de novembro com requintes de crueldade: dentro do principal templo do combalido futebol de times da Argentina — o Monumental de Núñez.

Aliás, que antítese entre as nações vizinhas, não? A Argentina é atual campeão da Copa do Mundo, bi da Copa América e os times do país não ganham a Libertadres desde 2018. A Seleção Brasileira amarga crise sem precedentes, chegará ao Mundial de 2026 com 24 anos de jejum e os times do país nadam de braçada na Libertadires há seis temporadas.

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Marcos Paulo Lima

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