Flamengo x Racing: 10 alertas sobre o peso do adversário na semifinal

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Imponente no Campeonato Brasileiro, o Flamengo é um time trôpego na Libertadores. Perdeu no Maracanã para o Central Córdoba. Quase cedeu gol de empate ao Deportivo Táchira na última rodada da fase de grupos. Transformou um jogo aparentemente fácil, no Rio, em um drama até o apito final na vitória por 2 x 1 contra o Estudiantes de La Plata. Arriscou sofrer um gol do Internacional no fim da partida de ida.

A seguir, o blog apresenta 10 razões para o time rubro-negro respeitar o Racing, atual campeão da Copa Sul-Americana e vencedor da Libertadores em 1967. O time argentino superar o rubro-negro em várias estatísticas relevantes na competição continental. Por incrível que pareça, tem um ataque mais temido do que o do Flamengo.

Segundo melhor ataque

O Racing tem o segundo melhor ataque da Libertadores. Marcou 19 gols. Só fica atrás do Palmeiras (26). O técnico Gustavo Costas alterna sistema. Usa o 4-3-3, o 3-4-1-2, o 3-4-2-1, o 3-4-3. A comissão de frente do Flamengo tem muita dificuldade para marcar no torneio. É o sexto no ranking com 11 gols.

Defesa segura

Semifinalistas da Libertadores, Flamengo, Racing e Liga Deportiva Universitaria ostentam as melhores defesas da competição continental: cada time sofreu cinco gols em 10 jogos na campanha. Portanto, o Racing é um adversário equilibrado no ataque e na retaguarda.

Transição

O Flamengo tem por hábito avançar as linhas e jogar praticamente no campo do adversário. Todo cuidado é pouco com a bola longa do Racing. O time argentino é o terceiro colocado no ranking do uso das bolas longas na Libertadores com média de 25,4 acertos por partida.

Bola aérea

Nenhum time da Libertadores acerta tantos cruzamentos por jogo do que o Racing nesta Libertadores. A média é de 6,7 acertos por partida. Vale lembrar que o Flamengo sofreu muito com as bolas aéreas do Estudiantes de La Plata nas quartas de final.

Chuta-chuta

O Racing não tem o mínimo constrangimento de finalizar de onde for preciso. O time só conclui menos jogadas nesta Libertadores do que o Olimpia e o Bolivar. A ordem é aproveitar qualquer espaço para testar o goleiro. A média é de 16,6 finalizações por jogo, seis no alvo.

Interceptação

O Flamengo é o time que mais dribla e troca passes certos por jogo na Libertadores, mas o Racing apresenta um importante antídoto: as interceptações. O time argentino tem média de 12,3 por partida e ocupa o segundo lugar nesse quesito. Santiago Rosa é o especialista.

Faltoso

O Racing tem um quesito importante a ser explorado pelo Flamengo: o time argentino lidera o ranking de faltas por jogo nesta Libertadores com média de 16,9 por partida. Resta saber qual será o comportamento da arbitragem: marcará as infrações ou deixará o jogo correr?

Artilheiro

Todo cuidado é pouco com o centroavante Adrián “Maravilla” Martínez. Ele divide a artilharia com Flaco López do Palmeiras. Cada um deles tem sete gols nesta edição da Libertadores. O melhor goleador do Flamengo no ranking dos goleadores é Arrascaeta com dois.

O cara das assistências

Gabriel Rojas tem três passes decisivos nesta Libertadores. O meia fez o papel de garçom três vezes. Portanto, toda vigilância sobre ele será pouca nos confrontos de ida, no Maracanã, e da volta, no El Cilindro. Ele é o jogador com mais chances criadas no torneio.

Fantasma

O Racing é o carrasco recente dos times brasileiros: Corinthians, Fortaleza, Cruzeiro, Athletico-PR. Botafogo, Red Bull Bragantino e o próprio Flamengo são as vítimas recentes do time argentino em competições diferentes: Libertadores, Copa Sul-Americana e Recopa.

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Marcos Paulo Lima

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