Flamengo x Corinthians: o que esperar do gramado do Mané na Supercopa Rei

Publicado em Esporte
O Mané Garrincha volta a receber um jogo de futebol oficial depois de seis meses

 

O gramado do Mané Garrincha não estará no padrão de qualidade na Supercopa Rei no tira-teima entre os campeões do Campeonato Brasileiro (Flamengo) e da Copa do Brasil (Corinthians) neste domingo por um motivo esperado: o estádio não recebe um jogo de futebol profissional desde 12 de julho do ano passado na vitória do Botafogo contra o Vasco pela 13ª rodada da Série A.

 

À época, o campo já era considerado ruim – e piorou no segundo semestre com uma agenda preferencial para shows em série na principal arena da capital. São seis meses sem jogo.

 

Outro argumento apurado pelo blog para o estado do campo foi a indefinição sobre o local da Supercopa Rei. A CBF bateu o martelo em 31 de dezembro, ou seja, a poucas horas da virada do ano. Havia indefinição sobre o local.

 

À época, a Arena da Amazônia, em Manaus, despontava como favorita. Ingressos inclusive estavam sendo vendidos sem autorização até a comercialização precipitada de bilhetes ser desmentida em nota oficial da entidade.

 

O tapete do Mané Garrincha estava danificado quando a CBF apontou o dedo para Brasília. Iniciou-se uma corrida contra o tempo para reparar o terreno, mas os palcos montados para shows e a presença do público na “pista” castigou o campo. Rolos de grama foram encomendados pela Arena BRB. A fornecedora Itograss transportou do Rio para Brasília.

 

Houve replantio dos fundos norte e sul do campo e da linha lateral onde há uma zona mista de gramado natural e sintético. Havia danos principalmente próximo às bandeirinhas de escanteio. Foram aplicados corantes na tentativa de deixar o campo com uma aparência melhor.

 

A adesão da CBF à moda das finais em jogo único demandam a criação de um grupo de profissionais voltados para os cuidados com o gramado. A Conmebol assume os palcos das finais da Libertadores e da Sul-Americana com pelo menos duas semanas de antecedência. Funciona assim nos eventos da Fifa, É preciso tirar o escorpião do cofre e fazer o serviço em vez de delegar a responsabilidade ao clube ou ao dono da arena escolhida para o espetáculo.

 

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