Blog Drible de Corpo

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Marcos Paulo Lima

Análises, opinião e lembranças do arco-da-velha sobre o futebol. 5.171 publicações

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Flamengo é a 2ª maior vítima de Neymar desde a volta do craque ao Brasil

Rubro-Negro só foi menos vazado pelo camisa 10 do Santos do que o Juventude levando em conta os gols marcados pelo ídolo alvinegro a partir do retorno ao Peixe

Neymar comemora o terceiro gol contra o Flamengo : um com bola rolando e dois de pênalti. Foto: aul Baretta/ Santo FC

Das duas uma: ou Neymar tem compulsão por balançar a rede do Flamengo ou o time rubro-negro treme diante do camisa 10 nos duelos na Vila Belmiro. O atual campeão do Brasileirão e da Libertadores é a segunda maior vítima do ídolo do Santos desde o retorno do jogador eleito duas vezes número 3 do mundo ao futebol brasileiro em 2025 com três gols. O Juventude sofreu cinco.

“Ah, mas ele só marca de pênalti”, dirão os recalcados. Não! Retornemos ao dia 16 de julho de 2025. Neymar entrou brincando na defesa do Flamengo. Fez gato e sapato com o time comandado à época por Filipe Luís e decretou a vitória por 1 x 0 na Vila Belmiro. 

Pouco mais de um ano depois, Neymar entrou em campo no segundo tempo depois de o Flamengo abrir 2 x 0 dentro do Urbano Caldeira. A exibição corada do time liderado por Leonardo Jardim ficou pálida na etapa final. Neymar não entrava em campo desde 2 de setembro. Pisou no gramado predileto dele e colaborou com a categoria de quem dificilmente erra cobrança de pênalti. Não deu chance ao goleiro Rossi nas duas batidas.

Rossi merece um parágrafo à parte. É oito ou oitenta. O goleiro tem a capacidade de salvar o Flamengo em um lançamento para Arrascaeta contra o Independiente del Valle nas quartas de final da Libertadores e de sair jogando errado e colocar o colega Jorginho no fogo no lance que deu origem à primeira penalidade máxima favorável ao Peixe. 

Vocacionado para ser herói e vilão, Rossi precisa tomar um susto. Ficar fora de um jogo, por exemplo. Leonardo Jardim poderia deixa-lo no banco em um ou mais jogos e colocar Andrew em campo. Sim, Rossi tem crédito, mas como ele abusa de consumi-lo. 

Não adiante mais Leonardo Jardim cobrar atenção. É preciso punir a distração. Não somente a de Rossi, mas de um Flamengo acomodado quando está na frente do placar e relaxado, displicente e até mesmo arrogante, soberbo quando está em vantagem.

A queda constante de rendimento no segundo tempo pode custar caro ao Flamengo na defesa dos títulos da Libertadores e do Brasileirão. Falta regularidade nos 90 minutos. A falta de linearidade tem sido explorada pelos adversários. Assim será até o fim da temporada e o elenco precisa ser advertido. Se necessário, até com a barração do medalhão Rossi. 

As maiores vítima de Neymar no retorno ao país

Clube adversárioGols sofridos
Juventude5
Flamengo3
Vasco2
Chapecoense2
Red Bull Bragantino2
Deportivo Recoleta (PAR)2
Água Santa1
Inter de Limeira1
Mirassol1
Sport1
Internacional1
Total21