Colombianização rubro-negra: Cuéllar é um dos três no elenco. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
A pré-temporada do Flamengo começou no último sábado com uma raridade. O elenco não tem nenhum jogador argentino. A última vez que isso aconteceu foi em 2013,no primeiro ano de mandato do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Dario Bottinelli seria o argentino naquela época, mas trocou o clube pelo Coritiba. O mercado continua aberto e o grupo não está fechado para 2018, mas, aparentemente, acabou o amor. A invasão dos hermanos ao Ninho do Urubu deu lugar à febre por colombianos. Com a chegada de Marlos Moreno, eles são maioria entre os estrangeiros comandados pelo técnico Paulo César Carpegiani.
A série de apostas em argentinos começou em 2014. O Flamengo apostou na contratação do argentino Lucas Mugni. O meia desembarcou no Rio vindo do Colón e recebeu a camisa 10. Ajudou na conquista do Campeonato Carioca sob o comando de Jayme de Almeida, mas não se firmou após a chegada de Vanderlei Luxemburgo. O profexô chegou a testá-lo como volante.
Durante a temporada, o Flamengo contratou outro argentino. Depois de um longo namoro, o clube acertou com Hector Canteros. O volante havia se destacado na Libertadores de 2014 com a camisa do Vélez Sarsfield e ajudou o time carioca a chegar às semifinais da Copa do Brasil diante do Atlético-MG. Canteros ficou no Flamengo até agosto do ano passado, quando topou ser emprestado para a Chapecoense. O contrato vai até maio deste ano.
No inicio de 2016, foi a vez de o Flamengo investir na contratação de Federico Mancuello. O meia chegou do Independiente, passou duas temporadas no clube, mas não convenceu muito mais por erros de posicionamento nas escalações do que falta de talento. O jogador foi negociado com o Cruzeiro na semana passada e tem tudo para fazer uma boa temporada com quem deve saber utilizá-lo — o técnico Mano Menezes.
Em julho de 2016, o Flamengo foi buscar o zagueiro Alejandro Donatti no Rosario Central depois de uma longa negociação. Em junho do ano passado, após amargar o banco, por exemplo, de Rafael Vaz, deixou o clube para defender o Tijuana, do México. Neste ano, o beque disputará a Libertadores com a camisa do Racing.
Desencantado com os argentinos, o Flamengo se rendeu aos colombianos. Começou o ano passado anunciando a contratação do volante Gustavo Cuéllar. Na sequência, fechou com o atacante Orlando Berrío. O processo de “colombianização” do Flamengo chegou ao ápice com a substituição do técnico Zé Ricardo por Reinaldo Rueda. O treinador saiu para assumir o Chile, mas deixou como legado Marlos Moreno, emprestado ao clube pelo Manchester City. Outros dois colombianos passaram pelo clube nos últimos 10 anos, mas sem deixar saudades: Santiago Tréllez, atualmente no Vitória, o lateral-esquerdo Armero e o meia Cristian Borja.
Como a temporada está apenas começando, é cedo para bancar que será uma temporada sem argentinos no elenco, mas é possível afirmar que a pressão está sobre os colombianos. Cuéllar, Berrío e Marlos Moreno precisam honrar o investimento ao lado dos outros dois estrangeiros do elenco — os peruanos Miguel Trauco e Paolo Guerrero.
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