Wesley virou um lateral construtor. Sorte do Flamengo. Mérito de Filipe Luís e dos dois antecessores dele. Jorge Sampaoli apostou no menino. Lembram do gol dele contra o Atlético-MG, no Independência, naquele jogo marcado pela agressão do auxiliar do técnico argentino a Pedro no vestiário? Wesley desequilibrou! Tite fez trabalho invisível no vestiário para manter a joia das divisões de base nos trilhos quando ele ameaçou descarrilar.
O resultado prático da mobilização do Flamengo por um talento das categorias de base é o lance do segundo gol contra o Vasco na vitória deste sábado pela penúltima rodada da Taça Guanabara — a primeira fase do Campeonato Carioca. Ele parte em diagonal, mostra força e velocidade ao passar pelos marcadores cruzmaltinos e serve Everton Cebolinha. O atacante finaliza no ângulo de Léo Jardim. Uma pintura de gol no Maracanã.
A versatilidade de Wesley escancara portas da Europa. Hoje, ele entrega ao Flamengo serviço como lateral, ponta e meia. A sincronia dos movimentos com Plata e Luiz Araújo e a tranquilidade proporcionada pelo experiente zagueiro Danilo liberam Wesley para criar problemas aos adversários.
Um dos pontos fortes do Vasco é o lateral esquerdo Lucas Piton. Impraticável cobrir 100m de campo atacando o Flamengo e correndo atrás de Wesley sem a bola. Não houve conexão entre Piton e Vegetti, um dos atalhos do Vasco para o gol.
Dominado pelo Flamengo, o Vasco escapou de seguir para o intervalo perdendo por 2 x 0. Bruno Henrique havia aberto o placar em cobrança de pênalti cometido por Zucarello, justamente um dos responsáveis por auxiliar Piton na vigilância ao incansável Wesley. Na semana passada, Canobbio deu conta da missão no Fla-Flu. Neste sábado, a marcação cruzmaltina não conseguiu deter os avanços do jovem talento rubro-negro.
No intervalo, Fabio Carille entendeu que o lado direito do ataque do Flamengo estava bem resolvido e dificilmente cederia espaço. A alternativa inteligente dele foi voltar para o segundo tempo sufocando Varela. O uruguaio atuava improvisado na esquerda por causa das contusões de Alex Sandro, Ayrton Lucas e Viña. O Vasco voltou melhor. Ao contrário do primeiro tempo, competiu e tirou o Flamengo da zona de conforto por 15 minutos.
Carille avançou a marcação e acionou Puma Rodríguez para jogar em cima de Varela. O Vasco cresceu e quase empatou na cabeçada de Vegetti após um cruzamento de Pumita. Foi a melhor oportunidade do Vasco durante o Clássico dos Milhões.
Filipe Luís tenta resolver a dependência de Arrascaeta na criação com uma força tarefa. Sem o uruguaio, a batuta passa a ser dividida por Luiz Araújo, Plata e Wesley. Tudo de acordo com a troca de posição entre eles e o suporte dos volantes Pulgar e Evertton Araújo, depois Allan. O comprometimento com as ideias de Filipe Luís é um dos trunfos.
Wesley arrancou do campo do Flamengo com a bola dominada e desfilou no gramado do Maracanã até entregá-la a Everton Cebolinha, e partir para a comemoração com quem roubou a cena no primeiro Clássico dos Milhões na temporada. Melhor em campo, Wesley colocou o jogo no bolso como se fosse um veterano, gastou a bola, irritou os adversários, porém mostrou maturidade até mesmo ao rebater a revolta de Philippe Coutinho com o passe de Wesley olhando para o lado. Sinal de que ele vai bem dos pés à cabeça.
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