Federação do DF banca exames da covid-19 e estuda concluir Candangão em agosto no Entorno

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A Federação de Futebol do Distrito Federal decidiu bancar parte dos testes da covid-19 dos clubes que ainda não realizaram o exame, e estuda concluir o Candangão em estádios de Goiás e/ou Minas Gerais se o Governo do Distrito Federal não liberar a retomada do futebol com portões fechados na capital do país. A entidade corre contra o tempo depois que a Confederação Brasileira de Futebol divulgou o novo calendário de competições. Representantes da capital no Brasileirão, Gama e Brasiliense têm compromissos pela Série D, a quarta divisão, a partir de setembro.

Dos oitos times classificados para as quartas de final, três realizaram os exames por conta própria: Brasiliense, Capital e Real Brasília. Os outros cinco terão direito a até 30 testes custeados pela FFDF numa parceria com o Laboratório Central dos Exames de Brasília, com matriz no Conic. Cada teste terá custo unitário de R$ 120. Como o pacote inclui até 150 avaliações (30 para cada um dos cinco clubes que não realizaram testes), o investimento total pode chegar a R$ 18 mil por rodada de exame. A previsão é que os diagnósticos sejam repetidos a cada 15 dias.

A entidade apresentou projeto à Confederação Brasileira de Futebol em busca de reforço financeiro, mas ainda aguarda resposta. Luziânia e Taguatinga foram testados. O Gama volta ao batente nesta segunda-feira e passará pelo procedimento à tarde. Sobradinho e Formosa são os outros dois que serão submetidos à avaliação laboratorial.

“Fizemos uma reunião há quase dois meses. O governo cederia os testes, mas até então não cedeu. A FFDF se viu na situação de custear para a gente finalizar o campeonato. Não podemos ficar sem uma previsão de encerrar a competição. Temos que terminar antes da Série D do Campeonato Brasileiro porque depois vai ser uma bola de neve. Fizemos uma parceria pelo preço mais em conta”, argumenta o presidente da FFDF, Daniel Vasconcelos.

Os clubes do Candangão estão aborrecidos com a abertura de diversos segmentos por parte do governo e a resistência para liberar a retomada da competição com portões fechados. Recentemente, cogitou-se, inclusive, um quadrangular na cidade entre Atlético-GO, Flamengo, Goiás e Vasco. O evento foi cancelado pelo Flamengo após a demissão do técnico Jorge Jesus. “Se o governo não liberar o decreto, nós vamos encerrar no entorno. Um jogo de futebol que vai envolver no máximo 100 pessoas não pode ser problema. Os clubes estão liberados para treinar desde 26 de junho”, lembra o mandatário da federação. A entidade planeja retomar o torneio no primeiro fim de semana de agosto, ou seja, nos dias 8 e 9. O plano seria levado à Secretaria de Esportes e Lazer. Fonte do GDF indica possibilidade de um novo decreto nesta semana.

“O governo cederia os testes, mas até então não cedeu. A federação se viu na situação de custear para a gente finalizar o campeonato. Temos que terminar antes da Série D porque depois vai ser uma bola de neve. Fizemos parceria pelo preço mais em conta. Se o governo não liberar o decreto, vamos encerrar (o Candangão) no Entorno (Goiás e/ou Minas)”

Daniel Vasconcelos, presidente da FFDF

Farmacêutico bioquímico, Alexandre Bitencourt é o responsável técnico do Laboratório Central dos Exames de Brasília pelos testes nos clubes. “Nós fizemos um custo bem reduzido em parceria com a federação para facilitar os testes dos atletas a cada 15 dias para que eles voltem a jogar sem o coronavírus. Até agora, nós tivemos apenas um caso, o atleta está em isolamento e apresenta boa recuperação”, aponta o profissional.

Alexandre Bitencourt explica que uma unidade móvel (ônibus) vai até o centro de treinamento dos clubes e coleta o sangue. O atendimento é informatizado e usa técnica de quimiluminescência. De acordo com ele, é tecnologia mais sensível para detectar anticorpos. Testando positivo, o atleta também passa pelo exame do RT-PCR, amostra obtida por meio de swab (cotonete) na mucosa nasofaringe (nariz e garganta).

Os números mais recentes da civid-19 em Brasília aponta 82.412 casos. Os hospitais do DF registraram 1.085 mortes, sendo 987 óbitos de moradoras da capital e outras 98 vítimas oriundas de outras unidades da Federação.

Nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), a situação teve uma ligeira melhora, com 79,69% dos leitos ocupados. Esse índice estava em 82,08% no fim do sábado (18/7). Dos 660 leitos disponíveis para tratar a doença, 506 estão ocupados, restando 129. Ouros 25 leitos estão bloqueados e aguardam liberação. O motivo seria manutenção.

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Marcos Paulo Lima

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