A má conservação do gramado do Estádio Nacional Mané Garrincha é, sim, uma preocupação do Flamengo para definir a arena candanga como sua casa no Campeonato Brasileiro, mas está longe de ser o maior dos problemas. A diretoria rubro-negra pensa em dosar o número de partidas no Distrito Federal devido à fuga de capital. Bastaram quatro jogos em Brasília neste ano para os empresários especializados em comprar mandos de campo perderem o encanto pelo até então badalado mercado brasiliense. Nos bastidores, há quem diga que, depois de colecionar prejuízos, nunca mais investirá um tostão para realizar partidas no Mané. Havia, por exemplo, a possibilidade de a final da Primeira Liga, entre Fluminense e Atlético-PR, ser no DF, mas o comando tricolor já escolheu Juiz de Fora (MG) para ser o palco da decisão.
A empresa do ex-jogador Roni e seus sócios, por exemplo, tirou do bolso R$ 1,6 milhão para importar o Clássico dos Milhões para o Mané Garrincha. Flamengo e Vasco receberam, cada um, R$ 800 mil para jogar em Brasília — o mando de campo é do clube da Gávea. Em contrapartida, a firma que comprou a partida fica com a bilheteria.
A tendência é que a partida de hoje dê prejuízo se o número de pagantes não for superior a 35 mil. Até a noite de terça-feira, haviam sido vendidos pouco mais de 22.500 ingressos para Flamengo x Vasco. Para se ter uma ideia, o clássico carioca foi disputado duas vezes no Mané Garrincha em 2013. No primeiro deles, o público pagante foi de 61.767 pagantes, com renda de R$ 4.071.170. Na segundo duelo, foram comercializados 34.597 bilhetes (R$ 2.054.570). Se não houver uma reviravolta ao logo desta quarta-feira, a tendência é que o confronto desta noite registre o pior público do clássico no DF desde a inauguração do novo Mané. O motivo principal é o preço do ingresso em tempo de crise econômica no país, além da má fase do Flamengo e o horário do confronto no Mané Garrincha. Ao contrário de outras capitais do país, transporte público é problema no Distrito Federal o dia inteiro.
Dono da Feito Eventos, o empresário Fabiano Rodrigues trouxe para Brasília o clássico entre Fluminense e Flamengo, válido pela primeira fase do Campeonato Carioca, e o duelo entre Flamengo e Figueirense, pela Primeira Liga. O duelo pela Copa Sul-Minas-Rio teve apenas 7.219 pagantes no Mané — renda de R$ 356.730. “Não quero fazer mais jogo aí, não. Perdi R$ 350 mil. É o único jogo em que perdi dinheiro em dois anos”, reclama Fabiano Rodrigues, que teria desembolsado R$ 800 mil de cota fixa só para pagar os dois clubes.
Fabiano Rodrigues não dá detalhes, mas blog apurou que a Feito Eventos pretendia levar Flamengo x Figueirense para o Castelão, em São Luis (MA). A arena inclusive chegou a ser reservada. No entanto, o departamento de Futebol rubro-negro vetou e bateu o pé que o jogo seria em Brasília. Quando viram o Mané Garrincha vazio, os dirigentes assumiram o erro de avaliação ao trazer o mando de campo para o Distrito Federal em vez de São Luis.
Outro jogo que deu prejuízo no Mané Garrincha para um outro grupo de empresário que comprou mando de campo foi a semifinal da Primeira Liga, entre Fluminense e Internacional. O público pífio de 4.624 pagantes gerou uma renda de R$ 306.470. O prejuízo foi de R$ 90 mil. O mesmo grupo, em parceria com a Feito Eventos, comprou o primeiro Fla-Flu do ano e também perdeu grana. O público foi de 32.024 pagantes e teria causado prejuízo de R$ 30 mil.
Diante da fuga de capital dos empresários que garantem dinheiro antecipado no bolso dos clubes, o Flamengo estuda retomar uma prática de 2013 para mandar partidas no Mané Garrincha no Campeonato Brasileiro. O Flamengo costumava administrar financeiramente os seus jogos fora de casa, ou seja, não vendia mandos de campo. De uns tempos para cá, deixou a prática de lado e passou a ceder às propostas dos empresários. A grama do Mané Garrincha é um problema. Mas o fechamento da torneira que jorrava dinheiro fácil é o maior deles.
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