O presidente do CSA, Rafael Tenório, vendeu o mando de jogo por R$ 1,2 milhão. Foto: Felipe Brasil/Gazetaweb
Uma queda de braço nos bastidores entre investidores concorrentes deve impedir o Flamengo de jogar duas vezes seguidas, em junho, na capital. O CSA recebeu no início da tarde desta sexta-feira a garantia financeira que faltava para sacramentar o mando de jogo contra o rubro-negro carioca em Brasília no Dia dos Namorados, 12 de junho, pela nona rodada do Brasileirão — a última antes da pausa do campeonato para a Copa América. Como publicado no post anterior, o Flu-Fla de 9 de junho, com mando tricolor, ganhou força porque o repasse ao time alagoano estava pendente. O contrato exigia o depósito até 17 de maio (hoje). O blog apurou que um empresário depositou R$ 1,2 milhão na conta do clube nordestino e encerrou o impasse.
A transferência do valor acordado entre os promotores da partida e o presidente do CSA, Rafael Tenório, causou efeito colateral imediato no planejamento de outro investidor que pretende realizar o Fla-Flu no Mané Garrincha, em 9 de junho. Como divulgado no post anterior, a diretoria do Flamengo não deseja jogar duas partidas consecutivas em Brasília. Motivo: o elenco teria de ficar na capital pelo menos uma semana: da véspera de um jogo (8/5) ao dia seguinte do outro (13/5).
Com a oficialização da partida contra o CSA para o Mané Garrincha, uma fonte disse ao blog que não está descartada reviravolta, ou seja, o clássico carioca pode ser mantido no Maracanã, a casa dos dois clubes. Há tentativas de convencer as diretorias de Fla e Flu a trazerem a partida para o Mané. O local do jogo continua “a definir” no site da CBF.
A transferência do clássico para Brasília seria uma gentileza dos clubes que administram o Maracanã com o Comitê Organizador da Copa América para preservar o gramado. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) só assumiria a arena no dia seguinte ao clássico, 10 de junho, quatro dias antes do início da competição continental. A primeira partida do torneio continental no Maracanã será Paraguai x Qatar, em 16 de junho, pela primeira rodada do Grupo B.
O Mané Garrincha está reservado para o CSA em 12 de junho. O Sobradinho solicitou a arena para um confronto três dias antes, em 9 de junho, contra o Vitória-ES, pela última rodada das Série D do Campeonato Brasileiro. O regulamento determina que todos os jogos sejam disputados no mesmo horário: 18h. Com a possibilidade do Flu-Fla na cidade, o Leão da Serra teria de mudar o local da partida ou, na pior das hipóteses, aceitar disputar a preliminar do clássico carioca da oitava rodada.
Como publicado na última terça-feira,Flamengo e Fluminense passaram a rejeitar convites para jogar fora do Rio com a intenção de provar a viabilidade administrativa do estádio. Com isso, os empresários passaram a “atacar” times de menor poder aquisitivo para venderem o mando de jogo. O assédio ao CSA foi pesado. A primeira proposta apresentada ao clube era de R$ 800 mil. Ao fim dos “lances”, conseguiu R$ 400 mil a mais e cedeu por R$ 1,2 milhão.
A venda deixou parte da torcida do time alagoano indignada. O clube retornou à Série A neste ano. A justificativa do presidente Rafael Tenório irritou mais ainda. “Para o bem do CSA, temos a necessidade de fazer a venda do jogo contra o Flamengo. Então, nós vamos fazer o jogo contra o Flamengo em Brasília, dia 12 de junho”. O dirigente chegou a anunciar o afastamento do clube por 90 dias, mas retomou o cargo dois dias depois da controversa decisão.
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