
Assim como a Lua, o trabalho do técnico Fernando Diniz tem uma face oculta omitida por parte dos críticos: a capacidade do profissional de 52 anos de chegar a finais. O desafio da vez é o Corinthians
A parte visível da obra de Fernando Diniz a cada debate sobre ele é o trabalho autoral quase inegociável. A saída de bola, as movimentações diferentes do convencional, a concentração de jogadores em um lado do campo… Fala-se mais na embalagem do que no conteúdo e esquecemos de alguns detalhes importantes sobre a competitividade dele.
Fernando Diniz chegou a pelo menos uma final em clubes grandes. Levou o Fluminense ao título da Libertadores, do Campeonato Carioca e da Recopa Sul-Americana.
Quando passou pelo Cruzeiro, disputou a decisão da Copa Sul-Americana em 2024. Perdeu o título para o Racing por 3 x 1 na final única disputada em Assunção, no Paraguai.
Decidiu a Copa do Brasil no ano passado com a prancheta do Vasco em uma campanha na qual passou por Botafogo, Fluminense e perdeu o título para o Corinthians no Maracanã.
No Brasileirão dos pontos corridos, Fernando Diniz esteve na rota do título ao liderar a Série A durante oito rodadas da 23ª até a 30ª, abrir vantagem e sangrar nas últimas oito rodadas. A melhor campanha pessoal é o terceiro lugar pelo Fluminense em 2022.
O treinador entregou decisões e título até mesmo em times menores como Votoraty e Paulista. Foi finalista do Campeonato Paulista em 2016 com o Audax depois de deixar pelo caminho aquele poderoso Corinthians do Tite nas semifinais.
A torcida do Corinthians vai passar sustos no início da relação com Fernando Diniz? Sim! A parte visível do trabalho dele é conhecida por todos que acompanham minimamente o estilo do técnico. Só não é correto ocultar o óbvio: os times dele são competitivos. Ele quase sempre garante a presença em uma final. Ganhá-la ou não é outra história.
Muito além da “saidinha”
Os bons resultados de Fernando Diniz nas últimas quatro temporadas
- 2022: 3º lugar no Brasileirão (Fluminense)
- 2023: Campeão do Carioca e da Libertadores (Fluminense)
- 2024: Campeão da Recopa (Fluminense) e vice da Copa Sul-Americana (Cruzeiro)
- 2025: Vice da Copa do Brasil (Vasco)
Leia também:
A Maldição da Supercopa: Dorival é o 4º a cair depois de conquistá-la
X: @marcospaulolima
Instagram: @marcospaulolima.jor

