David Luiz não fazia gol de falta desde uma obra-prima em Anfield Road

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David Luiz não fazia gol de falta desde janeiro de 2017 no empate por 1 x 1 entre o Chelsea e o Liverpool pela 22ª rodada da Premier League, o Campronato Inglês. Por sinal, aquele de sete anos atrás foi um golaço em Anfield Road. O da vitória por 1 x 0 contra o Cruzeiro pode até ser considerado feio, mas foi de uma beleza fundamental para o Flamengo consolidar a boa atuação com time reserva diante dos titulares do Cruzeiro e retornar ao G4 no Brasileirão.

A meta era clara: chegar ao segundo jogo da final da Copa do Brasil comtra o Atlético-MG sem complicações na classificação da Série A a fim de manter sob controle duas possibilidades de acesso à etapa de grupos da Libertadores, ou seja, sem a necessidade da fase preliminar.

David Luiz teve esperteza digna dos tempos do gênio Ronaldinho Gaúcho em cobranças de falta diante de um goleiro experiente como Cássio. O Flamengo vemceu por 1 x 0, mas poderia ser por dois se o controverso gol de Alcaraz não fosse anulado pelo árbitro Gustavo Bauermann.

O triunfo ganha ainda mais relevância devido ao contexto. Filipe Luís escalou três titulares e mesmo assim foi competitivo. Apenas Rossi, Pulgar e Bruno Henrique iniciaram o jogo.

A competitividade do Flamengo é um ponto a ser destacado no início de Filipe Luís na carreira de técnico. O outro é queda na produtividade ofensiva da equipe nos a partir dos 20 ou 25 minutos do segundo tempo. O time tem perdido a agressividade e fica acuado pelo adversário. Foi assim contra Inter, Atletico-MG e Cruzeiro.  Não perfeu nenhum desses três jogos, claro, mas não é possível resistir sempre.

O Cruzeiro voltou a mostrar ao torcedor que ter Fernando Diniz como técnico é um teste para a paciência. Ele precisa de tempo para colocar o dinizismo em prática. O Cruzeiro tem margem de crescimento com ele em 2025. A questão é se o deixarão chegar ao fim da temporada e iniciar a próxima. A continuidad e a repetição do trabalho são as chaves para o sucesso sob a batuta dele.

A queda de Matheus Pereira na transição de Fernando Seabra para Diniz é preocupante. A convocação emergencial para a Seleção na Data Fifa de outubro e a ausência na de novembro pode ter mexido um pouquinho com a cabeça dele e o psicólogo Diniz precisa recolocar os pés do meia no chão da Toca da Raposa para uma retomada dos bons desempenhos no ano.

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Marcos Paulo Lima

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