Cria de Carpegiani no RS FC, Ederson ganha chance de retomar carreira sob a batuta do mentor

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O anúncio de Paulo César Carpegiani como novo técnico do Flamengo pode dar uma injeção de ânimo a pelo menos um jogador do elenco rubro-negro: Ederson. Coincidentemente, o meia de 31 anos teve a renovação de contrato anunciada nesta quarta-feira, horas depois da apresentação do sucessor de Reinaldo Rueda.

Revelado pelo RS Futebol Clube — ex-time do novo comandante do time carioca —, Ederson sempre é lembrado como o primeiro dos três “cases” de sucesso do treinador no período em que era dono de time de futebol. Os outros dois são os zagueiros Thiago Silva (Paris Saint-Germain) e Naldo (Schalke 04). Todos chegaram à Seleção Brasileira sob os comandos de Dunga e de Mano Menezes.

Paulista de Parapuã, Ederson desembarcou no Flamengo em 2015 com o aval justamente de Paulo César Carpegiani. Portanto, poucos conhecem tão bem o jogador quanto o seu mentor. Nas divisões de base, ele dividia quarto na concentração do RS com Thiago Silva e Naldo até se destacar com a camisa da Seleção Brasileira na conquista do Mundial Sub-17 de 2003, na Finlândia. Era o camisa 10 do time. Fez dois gols na campanha liderada por Marcos Paquetá. A equipe tinha, entre outros nomes, o volante Arouca e o lateral Jonathan. Na decisão do título, bateu a Espanha de Fàbregas e David Silva por 1 x 0.

Depois dos empréstimos ao Internacional e ao Juventude, Ederson foi cedido ao Nice. Na sequência, vendido ao clube francês por 7,5 milhões de euros. Do Nice, saiu para o Lyon por 14,9 milhões de euros. Em seguida, trocou a Lazio pelo Flamengo.

Horas depois da apresentação oficial de Paulo César Carpegiani como técnico do Flamengo, o clube oficializou a renovação do contrato de Ederson até junho, com possibilidade de um aditivo até o fim deste ano. Um sinal claro de que o treinador conta muito com o pupilo. Afinal, o técnico Carpegiani e o diretor executivo Rodrigo Caetano trabalharam juntos no RS Futebol Clube justamente quando Ederson surgiu como promessa.

Em recuperação de um longo tratamento de câncer no testículo, Ederson ainda não tem data definida para voltar a jogar. Em dezembro, iniciou os primeiros trabalhos projetando o retorno aos gramados. Quando puder entrar em campo, pode se tornar o organizador do meio de campo que Diego e Éverton Ribeiro não conseguiram ser, no ano passado, sob os comandos de Zé Ricardo e de Reinaldo Rueda. Éderson tem quatro gols em 38 jogos com a camisa do Flamengo.  Não fez mais por causa das contusões que o perseguem e da vitoriosa batalha contra o câncer. Portanto, nada melhor do que recomeçar sob as ordens de quem o conhece tão bem: Paulo César Carpegiani.

Marcos Paulo Lima

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