Copa do Brasil revitaliza clássicos que chegaram a ser “desnacionalizados” por rebaixamentos

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Se as bolinhas do sorteio podem ser consideradas amigas dos quatro clássicos estaduais das oitavas de final da Copa do Brasil, o rebaixamento teve papel de vilão por um tempo. Quedas de times de ponta para a Série B e outras divisões no século afastaram rivalidades locais da tabela de competições nacionais.

Adversários na disputa por uma vaga para as quartas de final, Corinthians e Santos, por exemplo, passaram um ano inteirinho sem se enfrentar no Brasileirão e/ou Copa do Brasil. Desdobramento do rebaixamento do Timão para a Série B em 2007. Na temporada seguinte, ou seja, em 2008, houve apenas um duelo entre os dois times no Campeonato Paulista. O Peixe venceu por 2 x 1, na Vila Belmiro. Foi só.

O Choque-Rei também ficou fora do ar nas competições nacionais por causa de rebaixamento de um dos protagonistas. Condenado à Série B em 2002, o Palmeiras simplesmente não enfrentou o São Paulo nem no Paulistão em 2003. Ambos ficaram sem duelar de 2 de outubro de 2002, pela 16ª rodada do Brasileirão, a 27 de junho de 2004, quando se reencontraram na 11ª rodada da Série A.

O Palmeiras voltou a cair para a segunda divisão em 2012. O único clássico contra o São Paulo depois do novo vexame foi em 2013, pelo Campeonato Paulista. Depois disso, o Choque-Rei ficou fora de cartaz por um ano nas duas competições nacionais — Brasileirão e Copa do Brasil.

O combate entre Ceará e Fortaleza é outro clássico das oitavas de final. A maior rivalidade do estado ficou fora do circuito nacional por incríveis 10 anos. Houve duelo em 3 de outubro de 2009 pela 28ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O reencontro só aconteceu na 13ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2019. Ambos finalmente figuravam na Série A depois de perambularem por divisões diferentes.

Atlético Goianiense e Goiás amargaram distanciamento social em competições nacionais por 14 anos consecutivos. Os arquirrivais se enfrentaram na primeira divisão do Brasileirão de 1986 e depois só se enfrentaram em competições nacionais na edição de 2010 da Série A, ou seja, a partir do instante em que o Dragão iniciou uma retomada à disputa de competições de elite do futebol nacional.

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Marcos Paulo Lima

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