Venezuela celebra classificação antecipada para as quartas: duas vitórias. Foto: Patrick T. Fallon / AFP
Estados Unidos e Venezuela são países antagônicos nas relações internacionais, mas impressiona como a seleção vinotinto sente-se confortável em solo norte-americano. A vitória por 1 x 0 contra o México no SoFi Stadium, em Los Angeles, pela segunda rodada da fase de grupos, homologou a classificação antecipada às quartas de final e consolida a “revolução bolivariana” no futebol. Outrora saco de pancadas, o país conquistou respeito no esporte mais popular do mundo. Escrevi sobre isso na primeira rodada.
A Venezuela havia estreado com vitória contra o Equador, por 2 x 1. Emplacou o segundo triunfo consecutivo diante do México e repetiu o início na Copa América Centenário de 2016. Onde foi aquela edição? Nos Estados Unidos! À época, a Venezuela superou a Jamaica no primeiro jogo, o Uruguai no segundo e empatou com o México no terceiro. Encerrou a fase de grupos com 7 pontos. Em 2024, pode concluir com 100% se derrotar a Jamaica no próximo domingo na última rodada da fase de grupos.
A organização da Venezuela chama a atenção. O técnico argentino Fernando Batista não renuncia ao 4-2-3-1. Praticamente repete a formação. Insiste nos mecanismos de ataque e defesa a fim de ter onze titulares minimamente entrosados. Está dando certo e a Venezuela tem uma excelente oportunidade de escapar da Argentina nas quartas de final e sonhar com a segunda presença nas semifinais em 14 anos.
Se vencer a Jamaica, a Venezuela avançará em primeiro lugar e terá pela frente Canadá, Chile ou Peru. A chance de repetir a campanha de 2011, quando terminou a Copa América entre os quatro melhores, é muito maior. O possível encontro com a Argentina de Lionel Messi ficaria postergado para as semifinais. Ótimo negócio para uma seleção cada vez mais confiante. A Venezuela está no G4 nas Eliminatórias e pode disputar a Copa do Mundo pela primeira vez em 2026. É o único país sul-americano que ainda não conseguiu.
Um dos símbolos daquele quarto lugar na Copa América de 2011 decidiu a partida contra o México. O centroavante Salomón Rondon converteu o pênalti na vitória por 1 x 0. O jogador do Pachuca tem 34 anos e aumentou a vantagem como maior artilheiro da história da seleção vinotinto com 42 gols em 106 jogos desde a estreia em 2008.
Enquanto a Venezuela respira com a possibilidade de terminar a fase de grupos com 100%, o Equador terá um jogo duríssimo contra o México na última rodada por uma vaga para as quartas. A tendência é que uma das duas seleções bata de frente com a atual campeão da Copa do Mundo, da Copa América e da Finalíssima na próxima fase do torneio continental.
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