Copa América dá choque de realidade em EUA e México a 710 dias do Mundial

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A Copa América deixa um alerta importantíssimo a dois dos três anfitriões da Copa do Mindo de 2026. Eliminados na fase de grupos, Estados Unidos e México precisam melhorar muito em dois anos para evitarem fiascos dentro de casa.

Os EUA empataram com o Brasil e poderiam até  ter vencido o amistoso em Orlando antes do início da Copa América. No entanto, aquela exibição foi enganosa. A seleção da casa deixa o torneio com uma vitoria. Derrotou a frágil Bolivia na estreia, perdeu para o Panamá e não resistiu no duelo mais difícil contra o Uruguai.

Não basta ostentar a Major League Soccer, empregar o púnico jogador eleito oito vezes melhor domando  Lionel Messi e jogar na cara da sociedade arenas high tech. Os fãs do soccer no país querem diversão, arte, entretenimento  e uma seleção capaz de representá-la. Dar adeus na fase de grupos concorrendo com o Panamá e a Bolívia pela segunda vaga é assustador.

Horripilante também é o desempenho de México. A seleção azteca já foi finalista da Copa América duas vezes, em 1993, no Equador, e na edição de 2001, na Colômbia. Amargou o vice contra a Argentina e a Colômbia, respectivamente. O nível caiu absurdamente. O México sequer foi além da primeira fase concorrendo com Equador, Venezuela e Jamaica.

As melhores campanhas do México na história da Copa do Mundo foram em casa. Alcançou as quartas em 1970 e em 1986. Difícil acreditar na repetição desses desempenhos em 2026 na primeira versão com 48 seleções. A Liga MX costuma empregar bons técnicos. Talvez seja o momento de trocar Jaime Lozano por um deles. O brasileiro André Jardine, por exemplo, brilha no popular América do México.

O Canadá é o único dos três países sede da Copa de 2026 classificado para as quartas de final. Avançou em uma chave contra a atual campeã mundial e sul-americana Argentina, o Chile e o Peru. Mais uma demonstração de evolução de quem voltou a disputar o Mundial em 2022 depois de 36 anos. É possível sonhar com a semifinal no duelo equilibrado contra a Venezuela nas quartas de final. Na sequência, um provável reencontro com a Argentina na semi. O horizonte do Canadá parece menos ruim do que o dos parceiros EUA e México.

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Marcos Paulo Lima

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