
O Vasco erra muito no ataque ao mercado, mas de vez em quando acerta com precisão cirúrgica nas contratações ao olhar com lupa para os países vizinhos da América do Sul.
As saídas dos atacantes Rayan e Vegetti pressionam o departamento de futebol a não errar sob pena de isso custar muito caro no restante da temporada do clube carioca. Hinestroza e Spinelli são os achados da vez.
O time cruzmaltino buscou o meia Darío Conca em 2007. O meia argentino virou o maestro do meio de campo, chamou a atenção do Fluminense e virou ídolo tricolor depois de aproveitar a passagem por São Januário e conquistar espaço no futebol brasileiro.
Germán Cano é outra descoberta do Vasco. O time precisava de um centroavante ele saiu da cartola no Independiente Medellín na temporada de 2020. Sem dinheiro para segurá-lo, o Gigante da Colina viu o Fluminense transformá-lo em ídolo nas Laranjeiras.
Pablo Vegetti foi outro acerto em meio às dificuldades financeiras do clube. Desembarcou no Rio sob desconfiança em 2023 e deixou saudade neste início de temporada ao trocar o Vasco pelo Cerro Porteño depois de marcar 60 gols em 143 jogos com a camisa do clube.
O meia-atacante Nuno Moreira veio do Casa Pia de Portugal, mas é outro acerto digno de aplausos na caça a reforços minimamente enquadrados na realidade econômica. Em 2018, o clube buscou o argentino Maxi López na Udinese em outro acerto pontual.
Pode até faltar dinheiro, mas nunca menospreze a capacidade do Vasco de colocar o binóculo, enxergar reforços que ninguém dá nada por eles e transformá-los em ótimos negócios nas vendas a clubes brasileiros e até mesmo ao exterior.
O radar sul-americano do Vasco detectou talento no colombiano Hinestroza para repor as baixas no ataque. O argentino Claudio Spinelli, ex-Independiente del Valle do Equador, é mais um candidato ao papel de artilheiro na função de centroavante do Vasco.
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