Joia do time sub-20, Lincoln estreou no domingo contra o Corinthians. Foto: Gilvan de Souza
A menos que haja uma reviravolta, o Flamengo não contará mais com Paolo Guerrero nesta temporada. Flagrado no exame antidoping no empate por 0 x 0 com a Argentina pelas Eliminatórias para a Copa de 2018, o artilheiro do Flamengo em 2017 está suspenso preventivamente por 30 dias. Numa hipótese bem otimista, ele poderia voltar em uma possível classificação rubro-negra para a final do torneio continental. Quem teve três centroavantes durante a maior parte da temporada — Guerrero, Leandro Damião e Felipe Vizeu — agora só conta com um especialista na posição para as últimas sete rodadas do Brasileirão e as semifinais da Copa Sul-Americana contra o Junior Barranquilla, da Colômbia.
E agora, o que fazer diante da escassez de matadores?
No caso específico da Copa Sul-Americana, o Flamengo precisa agir rapidamente e usar o regulamento a seu favor. O artigo VII fala sobre a situação dos jogadores. O item 10.6 do artigo 10 autoriza a troca de quatro jogadores na lista de inscritos até 48 horas antes da primeira partida das semifinais. A ida com o Junior Barraquilla está agendada para 23 de novembro, no Maracanã. Portanto, o limite para o técnico Reinaldo Rueda fazer mudanças na relação é o dia 21, uma terça-feira.
Os atacantes inscritos são: Berrío, Lucas Paquetá, Paolo Guerrero, Vinicius Júnior, Felipe Vizeu e Matheus Sávio. Vizeu é o único centroavante. Um deles não joga mais neste ano pelo Flamengo — o lesionado Berrío. Logo, se Reinaldo Rueda tiver o mínimo de coragem, deve chamar o menino Lincoln e entregar a camisa 28 do colombiano ao menino de 16 anos e 11 meses. Se o clube preferir abrir mão em definitivo de Guerrero, a 9 cai melhor ainda nas costas da joia rubro-negra.
Sim, Lincoln é jovem, mas ele sempre foi precoce. Quando tinha 13 anos, enfrentou adversários mais velhos no Sub-15. Aos 16 e oito meses, foi vice-campeão carioca Sub-20 neste ano . Vestia justamente a 9. Perdeu o título em agosto para o Vasco. Duelou com adversários até quatro anos mais experientes do que ele. Lincoln fez um belo Mundial Sub-17 na Índia com a Seleção Brasileira. Tem mais: Reinaldo Rueda sabe lidar com jovens. Levou a Colômbia ao terceiro lugar no Mundial Sub-20 de 2003. Ganhou o Torneio de Toulon em 2000 e foi vice-campeão em 2001.
Juventude não é barreira nos torneios continentais. Na Copa Sul-Americana deste ano, o Liverpool lançou Gustavo Viera contra o Fluminense, no Maracanã. O centroavante tinha 16 anos, cinco meses e 16 dias em 6 de abril, na derrota por 2 x 0 para o tricolor carioca. O recorde do torneio é de Maurício Valdivieso — 16 anos e cinco dias em 2012, pelo Aurora. Na Libertadores deste ano, o Zulia, da Venezuela, lancou Brayan Palmezano com 16 anos e 8 meses. Ele se tornou o segundo jogador mais jovem a disputar o torneio, atrás de Samuel Sosa, do Deportivo Táchira, que debutou aos 16 anos e quatro meses contra o Olimpia em 2016.
A essa altura dos acontecimentos, Lincoln merece ao menos herdar a camisa 28 de Berrío e assumir um lugar no banco de reservas. Vai que Lucas Paquetá e/ou Felipe Vizeu negam fogo na semifinal da Sul-Americana… Rueda teria um garoto verde entre os suplentes, é verdade, mas que sabe fazer gol e seria capaz de incendiar os minutos finais ao lado de quem ele conhece muito bem das divisões de base: Vinicius Júnior.
A alternativa em meio ao caos provocado pelo “Caso Guerrero” pode estar na Gávea. Basta querer. Quem teve peito para impactar o Fla-Flu lançando Vinicius Júnior em campo no segundo tempo poderia facilmente inscrever Lincoln nas semifinais da Copa Sul-Americana. Coragem, Rueda!
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