Palmeiras disputará nona final sob a batuta de Abel Ferreira. Foto: Cesar Grecco/Palmeiras
A classificação do Palmeiras para a final do Campeonato Paulista consolida o fim da festa do interior no estadual mais disputado do país. A contar de 2001, o torneio teve sete finalistas pequenos infiltrados na decisão do título: Botafogo de Ribeirão Preto, São Caetano, Paulista, Ponte Preta, Santo André, Ituano e Audax. Uma das decisões nem gigante teve. A batalha pelo título de 2004, por exemplo, opôs São Caetano e Paulista.
A chave do Paulistão virou. Com o triunfo do Palmeiras por 2 x 1 sobre o Red Bull Bragantino neste sábado, no Allianz Parque, a decisão do títulos será pela quinta edição consecutiva entre clubes gigantes. O Alviverde terá pela frente São Paulo ou Corinthians na disputa pela taça. O Majestoso deste domingo, às 16h, definirá o rival da trupe de Abel Ferreira.
O Palmeiras tem uma vantagem sobre os concorrentes a essa altura da temporada. O teve de atingir o ponto de competitividade mais cedo devido ao Mundial de Clubes da Fifa. Enquanto os demais times tratavam o estadual como período de adaptação, Abel Ferreira encarava o torneio como simulado para os duelos contra o Al Ahly na semifinal e o Chelsea na decisão.
Quando retornou ao Brasil, o Palmeiras estava voando baixo. A prova final foi a série de três vitórias consecutivas nos clássicos contra Santos, São Paulo e Corinthians. Os arquirrivais faziam ajuste e a engrenagem do atual bicampeão da Libertadores funcionava a todo vapor.
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Pequenos não chegam na decisão desde o vice da Ponte Preta, em 2017
Além do ritmo de jogo intenso desde o início da temporada devido ao Mundial de Clubes, o Palmeiras em um trabalho estável e em evolução. Abel Ferreira procura outras formas de jogo. Ele sente falta de um centroavante para ter mais variações, mas enquanto o novo não chega, ele cria novos repertórios. Basta prestar atenção, por exemplo, nas jogadas ensaiadas e na tentativa de construir os lances lá de trás, a partir do sistema defensivo. Assim saiu o gol anulado de Gustavo Scarpa, por exemplo. Marcos Rocha tabelou com Rony e o atacante acionou Dudu em velocidade na direita. Scarpa estava um pouquinho à frente.
A bola parada é outro veneno alviverde. A cobrança de falta de Scarpa encontrou Gustavo Gómez na entrada da pequena área do Bragantino, mas o beque estava impedido. As alternâncias de jogadas pelas pontas também são atalhos quase infalíveis para o gol. Assim saiu o segundo gol alviverde marcado por Rony. Antes, o zagueiro Murilo havia aberto o placar depois de uma trama entre Marcos Rocha e Scarpa na direita e cruzamento para a área.
O Palmeiras está claramente em outra rotação em relação aos concorrentes. Resta saber até quando o time suportará essa intensidade precoce provocada pela necessidade de chegar na ponta dos cascos ao duelo com o Chelsea. A temporada encurtada pelo início da Copa do Mundo, em novembro, cobrará caro até mesmo de elencos sortidos como os de Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras. O títulos paulista está cada vez mais perto da Academia, mas este elenco conseguirá suportar a rotina de jogos às quartas e domingos depois de abrir o ano a todo gás mirando a final contra o Chelsea? A resposta será dada nos próximos meses…
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