O Bodø/Glimt celebra a classificação dentro do Giuseppe Meazza. Foto: Andreas SOLARO/AFP
Depois de derrotar o Manchester City e o Atlético de Madrid na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, o Bodø/Glimt deu mais um passo enorme para igualar ou até mesmo superar a melhor campanha da história de um clube da Noruega no torneio. A classificação por 5 x 2 contra a Internazionale no placar agregado da repescagem coloca o time nas oitavas de final, mas houve um desempenho superior na história do país escandinavo.
É preciso voltar à temporada de 1996/1997. Naquela época, o Rosenborg avançou em segundo lugar na fase de grupos numa chave contra Porto, Milan e Göteborg da Suécia. A Liga dos Campeões era mais enxuta com quatro grupos de quatro times cada depois da fase preliminar. A surpresa daquela edição passou duas vitórias sobre o Göteborg, um empate e uma surpreendente vitória contra o Milan por 2 x 1 sabe onde? Justamente em Milão!
O Rosenborg alcançou as quartas de final. Teve o azar de bater de frente com a Juventus. A Velha Senhora era a campeã vigente. Havia superado o Ajax na finalíssima de 1995/1996 e matou a zebra norueguesa. Não sem tomar um susto. Empatou por 1 x 1 em Trondheim e ganhou com dificuldade em Turim por 2 x 0. A equipe italiana chegou novamente à final.
O time comandado por Nils Arne Eggen eliminou o Milan de Maldini, Albertini, Baresi, Savicevic, Costacurta, Roberto Baggio, Boban e companhia, todos comandados pelo técnico Arrigo Sacchi. O Porto fechou em primeiro com 16 pontos. O Rosenborg fez 9 e o Milan, 7.
O raio caiu no mesmo lugar, mas na cabeça da arquirrival Internazionale na repescagem. A trupe do romeno Cristian Chivu lidera o Campeonato Italiano com folga, mas não reagiu à derrota por 3 x 1 na partida de ida. Sofreu 2 x 0 com Helmersen e Maatta. Bastoni diminuiu.
A classificação do Bodø/Glimt é mais uma entre tantas felicidades recentes do esporte norueguês. O país ostenta o melhor centroavante do mundo — Erling Haaland. Conta com um dos principais meias do planeta, o captião Martin Odegaard, maestro do Arsenal.
A seleção candidata a sensação na Copa do Mundo, a partir de 11 de junho, avançou direto ao torneio nas Eliminatórias e mandou a Itália para a repescagem com vitórias por 7 x 1 na soma dos resultados em casa e fora. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, dominou o quadro de medalhas 41 medalhas: 18 de ouro, 12 de prata e 11 de bronze. Anfitriã em Milão-Cortina, a Itália terminou na quarta posição atrás dos Estados Unidos e da Holanda.
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