Ednaldo Rodrigues celebra o hexa com a Seleção de futsal no Uzbequistão. Foto: Leto Ribas/CBF
O entusiasmo do presidente da CBF no pódio da Copa do Mundo de Futsal depois do triunfo do Brasil por 2 x 1 contra a Argentina e a conquista incontestável do hexampeonato com estupenda exibição do goleiro Willian é autoexplicativo. Gestões se alimentam de títulos. A de Ednaldo Rodrigues não é diferente, ainda mais em tempos de instabilidade no cargo. Afastado no ano passado, o dirigente é amparado no cargo desde janeiro por uma liminar do STF. O mérito será votado na próxima quarta-feira.
A quebra do tabu de 12 anos no futsal e o êxito na areia em fevereiro fortalecem o futebol alternativo e contrastam com a crise gravíssima do carro-chefe da entidade: as seleções de campo. As equipes de base são irregulares. Conseguem se impor no continente e se apequenam nos mundiais. A principal acumula o terceiro técnico desde o fim da era Tite. Iniciou o ciclo com Ramon Menezes e depois Fernando Diniz. Dorival Júnior é o dono da prancheta da vez. Conquistas relevantes são raras desde a eleição por aclamação em março de 2022. As seleções empilha fracassos em várias categorias. A quebra do tabu de 12 anos pode representar fôlego novo para as próximas competições.
O Brasil conquistou a Copa América Feminina em 2022 nos primeiros meses do mandato do atual presidente. No ano passado, ganhou o Sul-Americano Sub-20 sob o comando de Ramon Menezes e o Sub-17. Neste ano, celebrou o título do Mundial de Beach Soccer nos Emirados Árabes Unidos, a medalha de prata da Seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e agora a Copa do Mundo de Futsal.
A grave crise das seleções é no futebol de campo. Na gestão de Ednaldo Rodrigues, o Brasil caiu nas quartas de final na Copa do Mundo de 2022 no Catar, deu adeus precocemente à Copa América nas quartas de final diante do Uruguai nos pênaltis e amarga o quinto lugar nas Eliminatórias, oito pontos atrás da líder Argentina. Dos 10 países, seis irão direto para a Copa de 2026 e o sétimo terá direito a uma repescagem internacional.
Os fracassos também se acumulam na base. Embora tenha conquistado o Sul-Americano Sub-20 no ano passado, o Brasil foi eliminado do Mundial de Clubes da Fifa por Israel nas quartas de final. O roteiro foi o mesmo no Sub-17. A Seleção celebrou a conquista do Sul-Americano da categoria no Equador, porém caiu nas quartas de final do Mundial da Indonésia contra a Argentina. A maior derrota na base é o vexame no Pré-Olímpico. Endrick, John Kennedy e companhia não conseguiram a vaga para defender o bicampeonato na França.
As seleções femininas de base também não corresponderam. A Sub-20 deu adeus ao Mundial no mês passado diante da Coreia do Norte. As asiáticas conquistaram o título contra o Japão. A Sub-17 disputará o Mundial na República Dominicana a partir do próximo dia 16.
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