Andreas Pereira Andreas Pereira comemora o terceiro gol do Palmeiras contra o Inter. Foto: Cesar Greco/Palmeiras O rtimo do Brasilelirão costuma mudar quando um favorito como o Palmeiras assume a liderança e se candidata a determminar o ritmo do pelotão

Brasileirão 2026 vê pela primeira vez um favorito assumir a liderança

Publicado em Esporte

Líder na rodada inaugural, o Botafogo não é favorito ao título. Muito menos o Red Bull Bragantino, ocupante da dianteira na segunda volta da corrida pelo título. Novo dono do topo com asterisco, o Palmeiras é o primeiro favorito a assumir a ponta do Brasileirão. Pode perdê-la se o Athletico-PR derrota o Corinthians no próximo dia 16, na Arena da Baixada, em jogo adiado. O Furacão é o único dos 20 clubes da Série A com 100% de aproveitamento.

 

Para mim, há três favoritos. O Palmeiras chegou a sete pontos. O Flamengo tem quatro. O Cruzeiro segura a lanterna com um. Qualquer campeão diferente desses três será surpreendente. Meu critério não leva em conta somente o poder de investimento. Os três terminaram bem a temporada passada, praticamente mantiveram a base e se reforçaram. O Palmeiras comprou Jhon Arias. O Flamengo repatriou Lucas Paquetá. O Cruzeiro buscou Gerson. As contratações caríssimas e impactantes referendam a aposta nesse trio.

 

O Palmeiras deu duas provas de força nas três rodadas do Brasileirão. Não é fácil tirar pontos do Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte. Tampouco voltar de Porto Alegre com três na bagagem em um duelo com o Internacional no Beira-Rio. Derrotar o Vitória era obrigação e o dever de casa foi cumprido com uma irretocável goleada por 5 x 1.

 

A abertura do placar levou o gol sofrido pelo Palmeiras na final da Libertadores contra o Flamengo. Andreas Pereira cobra escanteio na cabeça do zagueiro paraguaio Gustavo Gómez e ele finaliza de frente sem defesa para o goleiro uruguaio Rochet.

 

O empate colorado é uma pintura. Revelado pelo Flamengo, o volante Ronaldo acerta um belíssimo sem-pulo no ângulo do goleiro grandalhão Carlos Miguel de 2,04m. Indefensável. Um dos gols mais bonitos na comparação entre os 29 jogos desse Brasileirão.

 

Há uma diferença entre querer e poder. O Internacional não jogou mal, mas falta poder de fogo ao elenco do técnico Paulo Pezzolano. Vitor Roque teve a força de um tigre e a sorte de um centroavante no lance do segundo gol. Inspirou Luigi na roubada de bola antes da assistência do jovem atacante para Andreas Pereira consolidar a vitória por 3 x 1.

 

Ainda é cedo, óbvio, mas quando um dos favoritos assume a liderança costuma mudar a passada de quem vem atrás no pelotão. Os concorrentes Cruzeiro e Flamengo precisam diminuir a margem de erro. O desafio é mais difícil para os demais.

 

Leia também

A linha de três ganha força e vira tendência no Brasileirão 2026

 

X: @marcospaulolima

Instagram: @marcospaulolima.jor