A camisa azul será inaugurada nesta quinta contra a França. Foto: Divulgação/Nike
A Seleção precisa ser julgada no amistoso de hoje contra a França pelo conteúdo, não pela embalagem. Nas últimas semanas, o debate insaciável por engajamento sobre os uniformes do Brasil tem se concentrado no logo icônico da marca Jordan, a Jumpman, vinculada à Nike; na mancha da camisa azul comparada ao Baphomet — figura simbólica andrógina com cabeça de bode e corpo humano; na campanha “Alegria que apavora” da Amarelinha e seus penduricalhos como o mantra “Vai, Brasa”…
Nada disso pode ser mais relevante do que o desempenho em campo. A Seleção não ensaia para um desfile de moda. Não se trata de uma semana fashion week da vida. Na passarela da bola, o prêmio (quase sempre) é entregue a quem jogar mais futebol. Nesse quesito, sim, o Brasil tropeça e está devendo muito. A única seleção pentacampeão mundial está simplesmente fora de moda. Coleciona vexames como 7 x 1 numa semifinal de Copa do Mundo!
O conteúdo, não a embalagem, é preocupante. O Brasil enfrentará a França sem três titulares. Éder Militão, Marquinhos e Gabriel Paulista estão lesionados. Wesley evolui na Roma como ala-esquerdo em uma linha de três defensores.
Há um ano, ele sofreu horrores contra a Argentina no implacável revés por 4 x 1 no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Andrey Santos terá um teste duríssimo atuando ao lado do provável capitão Casemiro no lugar de outro jogador contundido, o quase intocável Bruno Guimarães.
O 4-2-4 mutante para 4-4-2 sem a bola, e 3-2-5 no auge da ousadia tática de Carlo Ancelotti, preocupam diante de uma França adaptada ao técnico Didier Deschamps há 14 anos! O trabalho do italiano tem nove meses na Seleção Brasileira. Está no prazo final da gestação.
As lesões em série são preocupantes. Escrevi recentemente em uma coluna no Correio Braziliense que elenco é de vidro. São 50 jogadores cortados neste ciclo. Trinta e quatro deles da defesa. Somente na era Ancelotti houve 13 desligamentos causados por lesões. Dez pacientes são justamente da defesa.
Assim como na vitória contra a Inglaterra e no empate com a Espanha, voltamos a incorporar o que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-lata.
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