Blog Drible de Corpo

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Marcos Paulo Lima

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Moderno, Brasil vence Argentina e supera público de jogos da Série A

Com 28.386 torcedores no Beira-Rio, Seleção feminina derrota rival por 3 x 1 e tem público maior do que os dos jogos do São Paulo no Morumbis e do Vasco em São Januário no Brasileirão

Gratidão: Brasil celebra na frente da torcida no Beira-Rio: a casa recebeu bom público em Porto Alegre

A Seleção Brasileira feminina levou 28.386 torcedores ao Beira-Rio na vitória por 3 x 1 contra a Argentina no amistoso deste sábado. Para você ter uma ideia do bom público em Porto Alegre, o São Paulo teve 22.618 no Morumbis nos 2 x 1 contra o Vitória. O Vasco registrou 18.982 em São Januário. Como diria Galvão Bueno, vai se criando um clima de Copa do Mundo Feminina e os gaúchos deram prova de que não faltará apoio ao time de Arthur Elias.

A bela exibição na casa do Internacional mostrou uma Seleção moderna taticamente. O Brasil iniciou a partida no sistema 4-4-2. Sem a bola, a linha defensiva tinha Isabela, Isa Haas, Mariza e Raissa Bahia à frente da goleira Lorena. Na segunda, Luany na direita, a capitã Angelina e Duda Sampaio pelo centro e Tainá Maranhão na esquerda. Geyse e Maiara Niehues  formavam o duelo ofensivo. O diferencial era com a posse da bola.

A Seleção teve o controle da partida em 62% do jogo. A formação principal agredia na variação da moda: 3-2-5. Isabela fazia linha de três com Isa Haas e Mariza. Luany avançava pela direita, Angelina e Duda Sampaio dominava o centro do campo e Raíssa Bahia ganhava liberdade para jogar espetada praticamente como ponta, com Tainá Maranhão deslocando-se para o meio atrás das atacantes Geyse e Maiara Niehues. Um modelo bem interessante.

As conexões funcionaram bastante com a formação inicial em campo. Angelina serviu Luany no lance do primeiro gol. Maiara Niehues fez a parceria com Geyse funcionar no lance do segundo gol. Depois foi a vez de as meias Luany e Angelina articularem o terceiro.

Esse é o sistema de jogo para a Copa do Mundo? Impossível cravar. Arthur Elias gosta de rodar o time e tem variações no repertório. Uma delas, por exemplo, é linha de três zagueiros. Acho isso bom. É preciso ter planos B, C e até D quando é necessário.

Outro ponto importante na formação do Brasil é a faixa etária. As 11 titulares contra a Argentina tinham média de 24,7 anos. A Argentina era um ano mais velha. Na prática, a juventude verde-amarela permite cumprir conceitos como a pressão na saída de bola e a tão cobrada intensidade do futebol moderno. Arthur Elias vai fazendo o país acreditar em uma boa campanha na Copa do Mundo de 2027. Assim esperamos.