Ednaldo Rodrigues Chapa: "Por um Futebol Mais Inclusivo e Sem Discriminação de Qualquer Natureza". Foto: Nelson Terme/CBF A Chapa: "Por um Futebol Mais Inclusivo e Sem Discriminação de Qualquer Natureza". Foto: Nelson Terme/CBF

Assembleia nesta segunda aclamará reeleição de Ednaldo Rodrigues na CBF

Publicado em Esporte

A Assembleia Geral Eleitoral convocada para esta segunda-feira, a partir das 10h, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), formalizará a reeleição do atual presidente, Ednaldo Rodrigues. Sem adversário depois da desistência do pré-candidato Ronaldo Nazário, o Fenômeno, o dirigente tem apoio massivo das 27 federações e da maioria dos 40 clubes das séries A e B. Portanto, será aclamado para o mandato de março de 2026 a março de 2030.

 

A chapa única chama-se “Por um Futebol Mais Inclusivo e Sem Discriminação de Qualquer Natureza” e tem oito vices: Reinaldo Bastos (Federação Paulista de Futebol), Ricardo Nonato Macedo de Lima (Federação Baiana de Futebol), Gustavo Oliveira Vieira (Espírito Santo), Ednailson Leite Rozenha (Amazonas), Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva (Amapá), Leomar de Melo Quintanilha (Tocantins), Rubens Renato Angelotti (Santa Catarina) e o único não dirigente na lista: Gustavo Dias Henrique, diretor de relações institucionais da CBF.

 

A nova chapa de Ednaldo Rodrigues trocará seis nomes em relação ao grupo vitorioso na eleição de 2022. Sairão de cena Antônio Aquino Lopes, Fernando Sarney, Francisco Noveletto, Hélio Cury, Marcus Vicente e Rubens Lopes. Os remanescentes são Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva e Reinaldo Carneiro Bastos.

 

Nascido em Vitória da Conquista (BA), Ednaldo Rodrigues é casado há 40 anos com Rita Galvão, com quem tem uma filha, Rafaela, e dois netos, João Gabriel e Pedro Enrico. Foi casado também com Edneia Maria, com quem teve três filhos: Roberto, Renata e Rúbia, com cinco netos: Ana Júlia, Alessandra, Antonio Ricardo, Rodrigo e Rafael.



Graduado em Ciências Contábeis, com extensão em auditoria financeira pela Faculdade Visconde de Cairu, em Salvador, foi Gerente Geral de empresas multinacionais, como Coca-Cola e Pepsi. Também tem qualificação profissional em Gestão Administrativa pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Gestão do Futebol no Legado da Copa pela FIFA e pela CBF Academy. Foi Membro Efetivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado da Bahia, Membro Efetivo do Comitê de Reformas do Futebol Brasileiro da CBF, Chefe da Delegação Brasileira em diversos amistosos da Seleção e Delegado da CBF nas Copas do Mundo de 2002 e 2006.

 

Como atleta amador, defendeu o União Atlético Clube, de Vitória da Conquista. No papel de dirigente, foi presidente da Liga Conquistense de Desportos Terrestres de 1979 a 1983. Em 1993, ingressou na Federação Bahiana de Futebol (FBF) como Diretor de Futebol Intermunicipal. Assumiu posteriormente a Diretoria de Futebol e a Diretoria de Registros e Transferências. Quatro anos depois, em 1997, tornou-se vice-presidente de Virgílio Elísio. Com a ida do cartola para a diretoria de competições da CBF,  Ednaldo Rodrigues assumiu a presidência da FBF por aclamação, em 2001.



Reeleito por mais três mandatos, todos por aclamação, saiu em 2019 para assumir a vice-presidência da CBF na chapa de Rogério Caboclo. Em agosto de 2021, após indicação do Conselho de Administração, foi escolhido para gerir a CBF interinamente no lugar de Rogério Caboclo. O mandatário havia sido afastado pela Comissão de Ética da entidade.



Ednaldo Rodrigues permaneceu como presidente em exercício até a Assembleia Geral Eleitoral de 23 de março de 2022, quando foi eleito por aclamação para exercer a Presidência até março de24 2026. À época, a chapa “Pacificação e Purificação do Futebol Brasileiro”, foi eleita com a quase totalidade dos votos: 26 das 27 Federações Estaduais, 20 clubes da Série A e 19 dos 20 da Série B. 

 

Afastado da presidência da CBF no fim de 2023 depois de um imbróglio jurídico, reconduzido ao cargo por uma liminar do STF e consolidado no cargo depois de um acordo com dirigentes que se mobilizaram contra ele no Tribunal de Justiça do Rio, Ednaldo Rodrigues conseguiu até a semana passada a adesão das 27 federações, de 14 clubes da Série e de 13 da B e garantiu a eleição por antecipação com chapa única. 

 

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