As convicções e contradições da Internazionale finalista da Champions

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A Internazionale está na decisão da Champions League no próximo dia 31, em Munique, na Alemanha, pela sétima vez depois de uma semifinal especial contra o Barcelona. O êxito dos tricampeões continentais (1964, 1965 e 2010) fortalece convicções e quebra paradigmas. Um deles, a necessidade de ter elenco caro e galáctico para reinar na Europa.

Os titulares do técnico italiano Simone Inzaghi são os mais baratos na comparação com os outros três semifinalistas. Sommer; Bissecki, Acerbi e Bastoni; Dumfries, Barella, Çalhanoglu, Mkhitaryan e Dimarco; Lautaro Martínez e Thuram custam juntos € 489,4 milhões. Arsenal (686,5), Barcelona (620) e Paris Saint-Germain (609) são bem mais caros do que o onze ideal da esquadra italiana.

A Internazionale não tem vergonha de ser um time Internacional. A formação inicial contra o Barcelona tinha apenas três italianos: os zagueiros Acerbi e Bastoni e o ala-esquerdo Dimarco. Não havia nenhum em 2010, na última das três conquistas do clube no torneio.

O adversário catalão faz o inverso. Iniciou a partida inesquecível com oito espanhóis e apenas três jogadores importados. Lembrou a regra antiga, anterior à Lei Bosman: o goleiro polonês Szczesny, o brasileiro Raphinha e o holandês Frank de Jong.

Entre os semifinalistas, somente a Internazionale aposta em um técnico nascido no país. Mesmo questionado devido ao uso quase incondicional do sistema 3-5-2, Simone Inzaghi tem personalidade. Não prescinde das convicções dele. Faz parte da escola italiana. Carlo Ancelotti conquistou a Champions League cinco vezes assim. Em 2021, Roberto Mancini levou a Itália ao título da Eurocopa fiel até o fim ao que acreditava.

Embora tenha sofrido seis gols do melhor ataque da Europa na temporada 2024/2025, a equipe de Simone Inzaghi é organizada e contesta a tese de que a configuração é defensiva, retranqueira. Afinal, o placar agregado terminou 7 x 6 para os italianos.

O Barcelona é guiado pelo alemão Hansi Flick. O Arsenal e o PSG confiam nos espanhóis Mikel Arteta e Luis Enrique. O santo de casa fez milagre na Inter pela segunda vez em três anos. Simone Inzaghi perdeu a decisão de 2022/2023 por 1 x 0 para o Manchester City.

A Inter quebra a fórmula da juventude. O time ideal tem média de 29,8 anos. O Barcelona iniciou com 25,3. O PSG começará o jogo desta quarta com 24,6 contra o Arsenal (25,6).

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Marcos Paulo Lima

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