A contusão de Lionel Messi e o efeito colateral da ausência no papel de Neymar no Barcelona

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Pronto para assumir o protagonismo de Messi ou ser coadjuvante de Suárez?

Crédito da imagem: Víctor Salgado/FCB

A contusão de Lionel Messi neste sábado, na vitória do Barcelona por 2 x 1 sobre o Las Palmas, pelo Campeonato Espanhol, é um recado para Neymar. Chegou a hora de deixar a barra do calção do jogador eleito quatro vezes o melhor do mundo e mostrar, nos próximos dois meses, que tem potencial para ser um Messi. Ou o brasileiro assume o papel de protagonista do time catalão, ou assumirá o papel de coadjuvante de Luis Suárez.

Assumir o papel de Messi implica superar as suspeitas de falcatrua na declaração do imposto de renda antecipadas na edição da última sexta-feira do Correio Braziliense, ter domínio próprio para não cometer bobagens como a expulsão diante da Colômbia na Copa América e fazer o que ele mais sabe: jogar bola. Não adianta dar uma de Ronaldo Fenômeno e raspar o cabelo para mudar o foco do bloqueio de R$ 189 milhões da fazenda.

Pelos meus cálculos, o Barcelona ficará sem Messi por no mínimo 12 partidas — quatro da Liga dos Campeões da Europa e oito do Campeonato Espanhol. Neymar terá a missão de classificar o atual campeão europeu para as oitavas de final da Champions League e colocar o atual campeão nacional na briga pelo título. O auge da missão será o clássico diante do Real Madrid, em 21 de novembro, no Estádio Santiago Bernabéu.

Além disso tudo, Neymar terá de lidar com a pressão das Eliminatórias para a Copa de 2018. Suspenso, ele não poderá enfrentar o Chile e a Venezuela nas duas primeiras rodadas. A menos que a Corte Arbitral do Esporte aprove o recurso da Confederação Brasileira de Futebol. A boa e, ao mesmo tempo, má notícia para Neymar, é que ele dificilmente terá um duelo à parte com Messi no clássico de novembro entre Brasil e Argentino, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A tendência é que Messi só retorno aos gramados em dezembro, no Japão, para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa.

Até lá, saberemos se Neymar está pronto para ser Messi ou coadjuvante de Luis Suárez.