Blog Drible de Corpo

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Marcos Paulo Lima

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Fernando Diniz, Dorival Júnior, Tite e a crise pós-Seleção

Estagnados, últimos técnicos do Brasil lidam com a má fase, a pressão extrema após passagens frustradas pela Amarelinha e a dificuldade de reinvenção

O Corinthians demitiu Fernando Diniz depois da derrota para o Internacional. Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

Fernando Diniz foi demitido pelo Corinthians depois da derrota por 2 x 1 para o Inter, em Porto Alegre. Dorival Júnior não consegue repetir no presente o sucesso do passado no São Paulo. Tite ainda não venceu com a prancheta do Botafogo. O que os três têm em comum? São os últimos três técnicos brasileiros da Seleção Brasileira. Os antecessores de Carlo Ancelotti.

A impressão é de que os três sofrem de uma depressão pós-Seleção. Obviamente, eles não são ruins. O trio ostenta no currículo o título da Libertadores em diferentes épocas por Fluminense (2023), Flamengo (2022) e Corinthians (2012), respectivamente. Dorival Júnior é recordista de troféus na Copa do Brasil ao lado de Luiz Felipe Scolari. Tite é bi do Brasileirão, ganhou Copa do Brasil, Copa América, Mundial de Clubes da Fifa…

A fase é ruim para todos eles. Fernando Diniz perdeu o emprego depois de sete partidas consecutivas sem vencer. Nem mesmo a paciência do executivo Marcelo Paz e a pausa para a Data Fifa ajudaram o time a sair da crise esportiva. O Corinthians apresentou melhoras no Beira-Rio, mas o fardo acumulado pelo treinador estava pesado demais. Historicamente, os times do Diniz costumam entrar em um espiral de maus resultados e custam a sair deles.

A passagem frustrada de Dorival Júnior pela Seleção parecia ter sido superada com as conquistas da Copa do Brasil contra o Vasco e da Supercopa contra o Flamengo liderando o Corinthians. No entanto, o trabalho bateu no teto, entrou em declínio e deixou o caminho livre para o São Paulo recontratá-lo. De volta ao Tricolor, onde foi campeão da Copa do Brasil de 2023, o técnico não consegue fazer o time se aproximar dos 45 pontos na Série A.

Flamengo, Cruzeiro, Botafogo…

O caso do Tite é incrível. Ele passou por Flamengo e Cruzeiro depois dos seis anos e meio de trabalho na Seleção. Dois dos três elencos de maior investimento no Brasil. Ganhou o Carioca e o Mineiro. A diretoria rubro-negra teve paciência. Foram 70 jogos. A celeste limitou o trabalho do Adenor a 17 partidas. Pelo Botafogo, acumula duas derrotas. Perdeu para o Mirassol e o clássico contra o Vasco.

Antes de assumir o Glorioso, Tite havia caído no Cruzeiro depois de uma derrota para o Flamengo e outra para o Vasco, ou seja, ele não vence há quatro partidas no Brasileirão somando os dois trabalhos. Inacreditável para quem sempre teve trabalhos regulares. Basta lembrar que Tite só perdeu 7 jogos em 81 na passagem pela Seleção. Cadê aquele Tite?