A personalidade de Kayky no heroico empate de um Fluminense que não viaja a turismo na Libertadores

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Quando Kayky nasceu, em 11 de junho de 2003, Nenê, 39 anos, amargava o vice-campeonato da Libertadores com o Santos, de Diego e Robinho, contra o Boca Juniors, no Morumbi. Autor de um gol do meio de campo na Copa São Paulo de Futebol Júnior, Fred, 37, não passava de  promessa do América-MG.

Com menos da metade da idade dos “tios” do Fluminense, Kayky não se intimida. Na vitória sobre o Independiente Santa Fé, participou dos lances dos dois gols da vitória tricolor. Nesta quinta, o menino de Xerém marcou pela primeira vez na Libertadores e garantiu ponto precioso contra o Junior Barranquilla, em Guayaquil, pela terceira rodada da fase de grupos. O empate foi disputado no Equador por causa das manifestações na Colômbia.

A partida começou com um furto ao Fluminense. Dedicado à marcação, Kayky acertou a bola numa dividida com Fuentes, mas o árbitro chileno Julio Bascuñan deu pênalti. Miguel Borja, ex-Palmeiras, cobrou e abriu o placar.

Kayky não se abalou com o lance. Muito pelo contrário. Mostrou que não tem talento apenas para driblar e dar assistências. Presença de área é outro atributo do menino vendido por 10 milhões de euros ao City Group, proprietário, entre outros clubes pelo mundo, do badalado Manchester City, finalista da Champions League. Após cobrança de escanteio, Kayky aproveitou desvio na primeira trave, matou a bola no peito e empatou a partida no Estádio Monumental. Partiu para o abraço e foi afagado pelo experiente Nenê.

“Fico feliz de poder ser o jogador mais novo a marcar pelo Fluminense nessa competição. Estava ansioso por esse gol. Já vinha buscando nos outros jogos e ele não estava saindo. Mas graças a Deus hoje saiu”

Kayky, ao site do Fluminense

Depois da odisseia pela Colômbia e pelo Equador, o Fluminense retorna ao Rio com um ponto na bagagem. Jogou uma vez em casa e duas fora no primeiro turno. Consequentemente, sairá para enfrentar o River Plate e receberá Independiente Santa Fe e Junior Barranquilla, no Maracanã. Líder do grupo com cinco pontos, terá chance de confirmar a vaga às oitavas de final dentro de casa.

Outro fator pesa a favor da avaliação do resultado. O time estava desgastado pelas viagens, a indecisão sobre a partida e os deslocamentos pra lá e pra cá para treinos e mudanças de logística na última hora. A contar da estreia, o tricolor viajou mais de 16 mil quilômetros em 11 dias, Levantamento do jornal O Globo mostrou que o Fluminense pegou um voo a cada dois dias: 28h50 de viagem desde 26 de abril.

Mas a Conmebol não está nem aí. Forçou o Fluminense a entrar em campo. Graças ao fôlego e a personalidade de jovens como o excelente Kayky, o tricolor deu mais uma prova de força para driblas os perrengues da Libertadores dentro e fora das quatro linhas.

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Marcos Paulo Lima

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