55090287772_a22ec2f790_c Líder provisório, o São Paulo de Hernán Crespo adota linha de três. Foto: Rubens Chiri/SPFC Líder provisório, o São Paulo de Hernán Crespo adota linha de três. Foto: Rubens Chiri/SPFC

A linha de três ganha força e vira tendência no Brasileirão 2026

Publicado em Esporte

O começo do Campeonato Brasileiro 2026 indica uma tendência tática: a utilização de três defensores – não necessariamente de três zagueiros. O trio costuma formar uma linha de cinco sem a posse da bola. Dos 20 times da Série A, seis são fiéis ao sistema. Outros quatro têm o formato no repertório e usaram pelo menos uma vez em três rodadas.

 

Líder disparada do Campeonato Italiano, a Internazionale de Cristian Chivu, anteriormente comandada por Simone Inzaghi, pode ser uma das inspirações. O time italiano é o que melhor aplica o modelo 3-5-2 e variáveis na Europa.

 

Ao contrário da narrativa viciada, a configuração não necessariamente é uma retranca. A Internacional tem disparado o ataque mais imponente com 57 gols em 24 jogos e a quarta melhor defesa com 19 sofridos.

 

Embalado na largada, o São Paulo manteve a invencibilidade na vitória por 2 x 0 contra o Grêmio fugindo à regra. Depois de usar Alan Franco, Arboleda e Sabino ao derrotar o Flamengo de virada por 2 x 1 e empatar com o Santos por 1 x 1, o técnico Hernán Crespo usou linha de quatro nessa quarta-feira porque Arboleda foi liberado para resolver assuntos particulares no Equador. O sistema deve ser retomado contra o Coritiba.

 

Na terça-feira, o Vitória tentou segurar o Flamengo na derrota por 2 x 1 adotando um formato híbrido. Jair Ventura tem usado três defensores: Riccieli, Camutanga e Zé Marcos. Mateusinho e Ramon se juntam aos dois formando linha de cinco sem a bola. Houve troca de nomes contra o time carioca. Caique, Camutanga e Luan Cândido eram os três defensores apoiados pelos laterais Nathan Mendes e Ramon.

 

O técnico Gilmar Dal Pozzo usa linha de três tradicional na Chapecoense. As três torres são formadas por Victor Caetano, Bruno Leonardo e Eduardo Doma. O ponto de partida para o sistema tático 3-4-1-2. João Paulo é outro defensor usado na retaguarda.

 

Três times entrarão em campo nesta quinta-feira adotando linha de três como ponto de partida. Odair Hellmann gosta de Carlos Terán, Juan Aguirre e Arthur Dias à frente do goleiro Mycael no formato 3-4-3. O modelo tem o 5-4-1 como uma das alternativas.

 

O líder São Paulo usou linha de três na zaga em dois dos três jogos. Arte: Marcos Paulo Lima

 

Martín Anselmi aplica no Botafogo a configuração adotada no Independiente del Valle, no Cruz Azul e no Porto. Mateo Ponte, Newton e Alexander Barboza são os homens preferidos do técnico argentino. O trio é praticamente intocável em três rodadas.

 

No Beira-Rio, o Inter iniciará o duelo com o Palmeiras montado no 3-4-1-2. O treinador uruguaio Paulo Pezzolano insiste no entrosamento de Bruno Gomes, Gabriel Mercado e Vitor Gabriel na linha de três defensores. Vitinho, Paulinho, Ronaldo e Bernabei formam o meio de campo com Alan Patrick à frente servindo Borré e Carbonero.

 

Há outros times menos reféns da linha de três na montagem do time. Abel Ferreira tem o sistema no repertório do Palmeiras com a inclusão, por exemplo, de Bruno Fuchs.

 

Dorival Júnior usou Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Raniele na derrota do Corinthians para o Bahia. A expectativa é pelo retorno à linha de quatro defensores contra o Red Bull Bragantino com Matheuzinho e Matheus Bidu nas laterais.

 

Jorge Sampaoli usou linha de três no Atlético-MG neste Brasileirão na derrota por 1 x 0 para o Red Bull Bragantino: Alan Franco, Ruan e Junior Alonso. O sistema não é regra. Ele iniciou com quatro na defesa no empate por 2 x 2 contra o Palmeiras na estreia.

 

O Remo empatou por 2 x 2 com o Mirassol, em Belém, posicionado no 3-4-1-2 pelo técnico colombiano Juan Carlos Osorio. Abriu 2 x 0 e sofreu a igualdade no Mangueirão. Ainda é cedo, mas, sim, temos um norte, uma tendência tática no Brasileirão 2026.

 

 

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