Diego Costa balançou a rede pela sétima vez na temporada e vai virando ídolo. Foto: Lucas Uebel/Grêmio
A classificação do Grêmio para as oitavas de final é a grande história da fase de grupos da Libertadores. O tricolor gaúcho perde para o The Strongest na altitude de La Paz na estreia. É derrotado pelo Huachipato na segunda rodada na Arena, em Porto Alegre. Reage ao vencer o Estudiantes por 1 x 0, em La Plata, com um jogador a menos. Para por um mês devido às enchentes no Rio Grande do Sul. O gramado destruído pela catástrofe natural impede o time de mandar jogos em casa e o time se muda temporariamente para Curitiba.
A campanha é retomada com vitória diante do The Strongest no Couto Pereira. Na sequência, uma final contra o Huachipato, em Talcahuano, com direito a chuva forte, gramado encharcado e ameaça de ciclone tropical no Chile. Diante de tudo isso, o Grêmio deu outra prova de que é Imortal. Venceu os últimos dois jogos e está classificado para as oitavas de final com uma rodada de antecedência. Pode até encerrar a fase de grupos em primeiro lugar se derrotar o Estudiantes no sábado, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.
A retomada do Grêmio na temporada tem nomes e sobrenomes. Dentro das quatro linhas, o centroavante Diego Costa começa a se candidatar a ídolo substituto de Luis Suárez. Fez gol importantíssimo. Aliás, mais um. São sete e duas assistências na temporada. Ele devia uma bola na rede na Libertadores. Não havia marcado. Desencantou no momento certo. Ele havia sido decisivo no passe para o gol de Soteldo na goleada contra o The Strongest.
Diego Costa era um cara carente no Atlético-MG. Desembarcou em Belo Horizonte no momento em que Hulk era adotado como ídolo. Fechou com o Botafogo e chegou ao Rio de Janeiro com Tiquinho Soares em alta. A ida para o Grêmio, o gol do título estadual contra o Juventude e o engajamento no socorro às vítimas das enchentes em Porto Alegre mudaram o patamar do jogador em apenas quatro meses de vínculo com o clube gaúcho.
Fora das quatro linhas, Renato Gaúcho faz o que sabe de melhor. Escolheu uma formação cascuda com média de idade de 30,4 anos e engoliu e usou a experiência como trunfo diante de um adversário de 25,6 anos. No vestiário, conseguiu motivar o elenco e o convenceu a focar-se em uma competição de cada vez.
A prioridade no momento era a classificação para as oitavas de final da Libertadores. A Copa do Brasil também está na lista. A missão no Brasileirão é manter-se longe da zona do rebaixamento e competir pelo que for possível. A tendência é o Grêmio terminar em primeiro no grupo e encarar o Peñarol nas oitavas de final do torneio continental. Consequentemente, entrará na chave em que estão São Paulo, Nacional, Palmeiras, Botafogo, Flamengo e Bolívar na rota rumo à Glória Eterna.
O triunfo contra o Huachipato teve coadjuvantes. Que partida do goleiro Agustín Marchesín. Baita exibição também do meia Cristaldo, autor do cruzamento para o gol de Diego Costa em uma cobrança de escanteio ensaiada com Reinaldo.. Everton Galdino e Pepê tiveram belas atuações. Não faltou a determinação do Grêmio. A raça, como cobra a arquibancada.
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