Champions League mostra que a crise da arbitragem não é exclusividade brasileira: erros graves em três dos quatro jogos das quartas de final

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Os jogos de ida das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa mostraram que o problema da arbitragem não é só do futebol brasileiro. Há erros gravíssimos também no principal torneio de clubes do mundo. Muitas vezes, em série, como nesta semana.

O primeiro jogo desta quarta-feira, entre Borussia Dortmund e Monaco, teve como mediador o italiano Daniel Orsato. Apitou a semifinal do Mundial Sub-20 de 2015, entre o Brasil de Rogério Micale e o Senegal. Rigoroso, distribuiu cinco cartões amarelos e um vermelho na Nova Zelândia. Aos 41 anos, acumula experiência na Liga dos Campeões, na Euro-2012, na Copa de 2014, mas deixou passar um gol em impedimento de Mbapé — o primeiro da vitória do time alemão por 3 x 2 sobre o Monaco, no Signal Iduna Park.

O sueco Jonas Erikson, 43 anos, apitou a final da Supercopa da Europa em 2013, entre Chelse e Bayern de Munique, esteve na Copa do Mundo de 2014 e era o quarto árbitro da final da Champions League em 2015, no Estádio Olímpico de Berlim, entre o Barcelona e a Juventus. O que ele fez nesta quarta-feira? Deu pênalti equivocado para o Atlético de Madri. Autor do gol da vitória, o francês Griezmann foi derrubado, sim, mas fora da área.

Lembram do Nicola Rizzoli? O italiano de 45 anos tem no currículo uma final de Copa do Mundo em 2014 e uma de Champions League em 2013, aquela entre Barcelona e Manchester United. Nicola Rizzoli foi eleito o melhor árbitro do Campeonato Italiano por seis anos consecutivos, de 2011 a 2016.

Pois Rizzoli deu pênalti inexistente a favor do Bayern de Munique na Allianz Arena. O chute de Ribéry atingiu o peito de Carvajal. Não houve mão na bola nem bola na mão. Lance muito parecido com aquele que você viu no Mané Garrincha envolvendo Nenê, do Vasco, e Renê, do Flamengo, no Clássico dos Milhões disputado no Mané Garrincha. Para sorte (ou azar) dele, o chileno Vidal mandou a possibilidade de abrir 2 x 0 pelas alturas.

Nas oitavas de final, o alemão Deniz Aytekin foi um dos personagens da classificação do Barcelona diante do Paris Saintt-Germain. O árbitro de 38 anos assinalou quatro pênaltis na temporada. Dois deles a favor do Barcelona no histórico 6 x 1 no Camp Nou.

Portanto, quando você reclamar que seu time foi roubado, lembre-se do que aconteceu nesta semana nas quartas de final da Champions League. O problema não exclusividade nossa. É grave, gravíssima a crise na arbitragem mundial.

Marcos Paulo Lima

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