Blog Drible de Corpo

Blog Drible de Corpo

Marcos Paulo Lima

Análises, opinião e lembranças do arco-da-velha sobre o futebol. 5.209 publicações

2 min de leitura

100% no Beira-Rio: Eduardo Baptista e o manual de sobrevivência do Inter

Com três esquemas diferentes em três jogos dentro de casa, técnico faz do Beira-Rio um bunker contra o rebaixamento e devolve a confiança a ao desacreditado centroavante Alerrandro

Alejandro não fazia gol havia 14 jogos, desde maio na goleada por 4 x 1 contra o Vasco. Foto: Ricardo Duarte/Internacional

A permanência do Internacional na Série A se constrói em casa. O técnico Eduardo Baptista parece ter incutido o manual de sobrevivência na mente dos jogadores. A vitória na marra contra o Coritiba, com gol de pênalti do centroavante Alerrandro auxiliado pelo VAR aos 46 minutos do segundo tempo, deixa o treinador com 100% de aproveitamento no Beira-Rio. Corinthians e Botafogo foram as vítimas anteriores sob o comando dele em Porto Alegre.

É interessante notar o seguinte: Eduardo Baptista tem diferentes estratégias de resistência dentro de casa. A vitória contra o Corinthians por 2 x 1, em um confronto direito contra o risco de rebaixamento, foi construída em um sistema de jogo cauteloso: 5-4-1. Sinal de que não havia margem para erro. Vitinho e Alan Patrick deram sustentação ao plano.

O modelo mudou contra o Botafogo. Eduardo Baptista aproveitou a fase de adaptação do time alvinegro a Tite para apresentar uma face mais solta, ofensiva do Internacional. O time jogou no sistema 4-2-3-1 e venceu por 3 x 0 no Beira-Rio. Matheus Bahia, Juninho e Bernabei creditaram mais três pontos no até então esvaziado cofrinho colorado.

Veio o duelo com o Coritiba, e Eduardo Baptista articulou o time em outro sistema de jogo. O Internacional foi à luta no 3-4-2-1. Bruno Gomes, Mercado e Juninho faziam o papel dos três defensores. À frente deles, os alas Braian Aguirre e Matheus Bahia, com Villagra e Thiago Maia por dentro na função de volantes. Vitinho e Carbonero faziam o link com Alerrandro.

O centroavante virou o protagonista da terceira vitória no Beira-Rio sob a batuta de Eduardo Baptista porque o técnico confiou em Alerrandro. Ele não marcava desde maio, na goleada por 4 x 1 contra o Vasco. Eram 14 jogos de abstinência.

Alerrandro dava sinais de melhora. Acumulava duas assistências. Uma para Vitinho no empate com o Grêmio por 1 x 1 e outra para Bernabei nos 3 x 0 contra o Botafogo. Faltava se livrar do fardo pessoal. Não é fácil assumir a missão de um jogo em casa nos acréscimos. Ele atraiu a missão depois do pênalti estabanado de Rodrigo Moledo em Juninho. Entre o céu e o inferno, Alerrandro saiu do Beira-Rio canonizado por uma torcida movida a muita fé.