{"id":4737,"date":"2020-01-20T08:20:31","date_gmt":"2020-01-20T11:20:31","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=4737"},"modified":"2020-01-20T08:20:31","modified_gmt":"2020-01-20T11:20:31","slug":"ausencia-de-bolsonaro-em-davos-preocupa-diplomatas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/ausencia-de-bolsonaro-em-davos-preocupa-diplomatas\/","title":{"rendered":"Aus\u00eancia de Bolsonaro em Davos preocupa diplomatas"},"content":{"rendered":"<h6><strong>Coluna Bras\u00edlia-DF<\/strong><\/h6>\n<p>Em um ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro n\u00e3o conseguiu criar um ambiente favor\u00e1vel junto \u00e0 elite pol\u00edtica e econ\u00f4mica da Europa. Sua aus\u00eancia em Davos indica ainda que ele n\u00e3o tem paci\u00eancia para fazer essa corte aos europeus, deixando a tarefa para o ministro da Economia, Paulo Guedes. A preocupa\u00e7\u00e3o dos diplomatas, entretanto, \u00e9 grande. Embora o ministro tenha \u201cturma\u201d nos bancos, n\u00e3o discutir\u00e1 com os presidentes de igual para igual.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a de parte da diplomacia brasileira era a de que Bolsonaro chegasse a Davos desfilando a maravilha de ter aprovado a reforma da Previd\u00eancia, algo que a Fran\u00e7a n\u00e3o conseguiu. Esperava-se ainda uma resposta em termos de investimentos na economia sustent\u00e1vel, como a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de tarifas \u00e0 energia solar. E o meio ambiente? Como o presidente n\u00e3o vai, a expectativa \u00e9 a de que esse tema volte a reinar, da mesma forma como floresceu nas reuni\u00f5es pr\u00e9vias da abertura da Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), em setembro, que n\u00e3o contaram com a participa\u00e7\u00e3o do governo brasileiro. Pior para o Brasil.<\/p>\n<h2>\n<strong>Pr\u00e9via preocupou&#8230;<\/strong><\/h2>\n<p>Diplomatas que acompanharam as reuni\u00f5es da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na Alemanha, sa\u00edram com a certeza de que, por mais que os executivos do poder p\u00fablico se esforcem, n\u00e3o conseguem mudar a vis\u00e3o dos europeus de que o agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 predador.<\/p>\n<h2>\n<strong>\u2026 E por pouco n\u00e3o piora<\/strong><\/h2>\n<p>Houve, entre os nossos embaixadores, quem estivesse se preparando para ter que socorrer a ministra em explica\u00e7\u00f5es sobre o desastroso <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/se-o-nazismo-era-de-esquerda-como-disse-bolsonaro-alvim-deve-ser-demitido\/\">discurso que derrubou o secret\u00e1rio da Cultura, Roberto Alvim<\/a>. Mas, na avalia\u00e7\u00e3o deles, o governo agiu r\u00e1pido e n\u00e3o foi preciso se explicar aos alem\u00e3es. A nota do presidente Jair Bolsonaro tranquilizou os diplomatas.<\/p>\n<h2>\n<strong>Eletrobras, a pr\u00f3xima guerra<\/strong><\/h2>\n<p>No retorno dos trabalhos do Congresso, os opositores da privatiza\u00e7\u00e3o da Eletrobras v\u00e3o fazer carga em cima dos n\u00fameros apresentados pelo governo sobre a situa\u00e7\u00e3o financeira da empresa a fim de justificar a opera\u00e7\u00e3o. O alvo \u00e9 o discurso do secret\u00e1rio especial de Desestatiza\u00e7\u00e3o, Salim Mattar, sobre a Uni\u00e3o ter que colocar R$ 14 bilh\u00f5es por ano na estatal, caso a privatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja feita a curto prazo.<\/p>\n<h2>\n<strong>Tem nome e endere\u00e7o<\/strong><\/h2>\n<p>Quem vai chamar para a briga \u00e9 o deputado Danilo Cabral (PSB-PE): \u201cQue hist\u00f3ria \u00e9 essa de que a Eletrobras precisa de dinheiro do governo? A Eletrobras d\u00e1 lucro, paga dividendos \u00e0 Uni\u00e3o e s\u00f3 n\u00e3o investe mais porque o governo n\u00e3o quer\u201d. Assim como o ministro das Minas Energia, Bento Albuquerque, ele tamb\u00e9m vai conversar com os l\u00edderes partid\u00e1rios para esclarecer que a Eletrobras n\u00e3o \u00e9 deficit\u00e1ria e mostrar dados sobre os preju\u00edzos que a privatiza\u00e7\u00e3o da empresa e da Companhia Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco (Chesf) podem trazer \u00e0 seguran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Rescaldo cultural\/<\/strong> Se o governo quiser provar que, realmente, n\u00e3o compactua com o totalitarismo, ter\u00e1 que mudar tamb\u00e9m a pol\u00edtica do setor de Cultura, apresentada pelo ex-secret\u00e1rio Roberto Alvim. Pelo menos, os congressistas far\u00e3o carga para mudan\u00e7as na pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Descompasso\/<\/strong> Os comandantes do Congresso, o deputado Rodrigo Maia e o senador Davi Alcolumbre, definiram como prioridade a reforma tribut\u00e1ria, enquanto o governo quer apostar na administrativa. Algu\u00e9m vai perder essa parada.<\/p>\n<p><strong>Musa maranhense\/<\/strong> ex-governadora Roseana Sarney (foto) est\u00e1 sob forte press\u00e3o de aliados para disputar a Prefeitura de S\u00e3o Lu\u00eds. Resistir\u00e1 enquanto puder.<\/p>\n<p><strong>Aguenta a\u00ed, embaixador!\/<\/strong> No meio diplom\u00e1tico, h\u00e1 quem esteja disposto a pedir a Nestor Forster que espere um pouco mais, antes de agir como embaixador em Washington. Embora tenha sa\u00eddo o agr\u00e9ment do governo dos Estados Unidos, ainda falta a sabatina, a vota\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Senado, e no plen\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coluna Bras\u00edlia-DF Em um ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro n\u00e3o conseguiu criar um ambiente favor\u00e1vel junto \u00e0 elite pol\u00edtica e econ\u00f4mica da Europa. 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