{"id":436,"date":"2015-12-20T13:37:26","date_gmt":"2015-12-20T15:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=436"},"modified":"2015-12-20T13:37:26","modified_gmt":"2015-12-20T15:37:26","slug":"o-clima-da-virada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/o-clima-da-virada\/","title":{"rendered":"O clima da virada"},"content":{"rendered":"<p>Neste fim de ano, nos intramuros da pol\u00edtica e do pr\u00f3prio PMDB, h\u00e1 quem considere as cita\u00e7\u00f5es do nome de Michel Temer nas conversas entre o executivo da OAS, Leo Pinheiro, e o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha, como combust\u00edvel para substituir o movimento pr\u00f3-impeachment por outro, mais forte, em prol de novas elei\u00e7\u00f5es presidenciais ainda no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>A parte dos congressistas aliada a Temer, sentindo que o impeachment est\u00e1 pr\u00f3ximo do naufr\u00e1gio se mantido o cen\u00e1rio atual, pregar\u00e1 um movimento no Congresso para implanta\u00e7\u00e3o do regime semi-parlamentarista no pa\u00eds. A ordem, a\u00ed, \u00e9 tirar os poderes administrativos de quem estiver no cargo de presidente da Rep\u00fablica \u2014 que, na avalia\u00e7\u00e3o deles, por tr\u00eas anos ainda ser\u00e1 Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Quatro tempos de um jogo<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas 48 horas, os peemedebistas que permanecem em alerta, caso do experiente Jos\u00e9 Sarney, tra\u00e7aram o que vem pela frente em termos de embates dentro da crise do PMDB, que se confunde com a da pol\u00edtica como um todo: 1) lideran\u00e7a do PMDB; 2) Substitui\u00e7\u00e3o do presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha; 3) Troca do vice-presidente da Casa, Waldir Maranh\u00e3o, por um nome do PT; e 4) A conven\u00e7\u00e3o do PMDB.<\/p>\n<p>Sarney \u00e9 Renan<\/p>\n<p>As tentativas do vice-presidente Michel Temer de levar o senador Jos\u00e9 Sarney a ajud\u00e1-lo na luta interna do PMDB n\u00e3o funcionaram. Sarney ficar\u00e1 ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros. O ex-presidente da Rep\u00fablica ainda domina os diret\u00f3rios do partido no Maranh\u00e3o e no Amap\u00e1, fundamentais para todas as fases do jogo peemedebista.<\/p>\n<p>Aliviado<\/p>\n<p>O senador Roberto Rocha (PSB-MA) termina o ano com um sentimento de al\u00edvio, privil\u00e9gio de poucos nos dias atuais. \u00c9 que est\u00e1 parado e pode ser at\u00e9 arquivado na Justi\u00e7a Eleitoral o processo em que ele \u00e9 acusado de estelionato por ter maquiado doa\u00e7\u00f5es de campanha. O PMDB, autor da a\u00e7\u00e3o, desistiu, porque Gast\u00e3o Vieira, principal beneficiado de uma eventual condena\u00e7\u00e3o do senador, deixou o partido. A Pol\u00edcia Federal ainda investiga o caso das supostas notas falsas apresentadas como doa\u00e7\u00f5es de campanha.<\/p>\n<p>Pros despenca<\/p>\n<p>Nas alturas mesmo, no Pros, s\u00f3 o helic\u00f3ptero adquirido e usado quase que diariamente pelo presidente do partido, Eur\u00edpedes J\u00fanior, para ir de Planaltina de Goi\u00e1s a Bras\u00edlia. O Pros recebe do fundo partid\u00e1rio R$ 1,4 milh\u00e3o por m\u00eas e n\u00e3o h\u00e1 cursos de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nem nada que permita o crescimento da legenda. Vai cair de nove para dois deputados em breve.<\/p>\n<p>CURTIDAS   <\/p>\n<p>Os 20%\/ O deputado Manoel J\u00fanior (PMDB-PB) entrou dia desses num restaurante em Jo\u00e3o Pessoa e eis que, de repente, um senhor se levanta. Por um momento, veio aquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201cpronto, l\u00e1 vem algu\u00e9m reclamar que estou defendendo Eduardo Cunha\u201d.  Na verdade, o sujeito, antipetista convicto, cumprimentou o deputado. Considerava que, em pol\u00edtica, \u00e9 preciso ter posi\u00e7\u00e3o. \u00c9, pois \u00e9. As pesquisas indicam 80% favor\u00e1veis \u00e0 sa\u00edda de cunha, mas ainda tem quem o defenda.<\/p>\n<p>E o barraco ainda rende&#8230;\/ Na casa do senador Eun\u00edcio Oliveira, durante a confraterniza\u00e7\u00e3o de Natal, o governador Rodrigo Rollemberg se preparava para dar um palpite no entrevero entre K\u00e1tia Abreu (foto) e o senador Jos\u00e9 Serra quando a primeira-dama, M\u00e1rcia, lhe tascou um belisc\u00e3o e sussurrou: \u201cN\u00e3o fala nada!\u201d Rollemberg se conteve.<\/p>\n<p>Por falar em K\u00e1tia Abreu&#8230;\/ Depois de chamar Serra de \u201cfilho \u00fanico, mimado, feio, que nunca vai ser presidente\u201d, a ministra da Agricultura decidiu se precaver de novos embates. Na confraterniza\u00e7\u00e3o seguinte, promovida pelo senador Renan Calheiros, ela foi acompanhada do marido, Mois\u00e9s. Nome sugestivo para ajudar a atravessar o mar vermelho e enlameado que se tornou a pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Quando a guerra \u00e9 grande&#8230;\/ Fim de ano \u00e9 sempre hora de acalmar os \u00e2nimos. Por isso, tem muita gente na pol\u00edtica apostando que vem por a\u00ed um acord\u00e3o para que as excel\u00eancias escapem do furac\u00e3o. Dif\u00edcil. A Lava-Jato continuar\u00e1 aberta no per\u00edodo de f\u00e9rias. Ainda bem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste fim de ano, nos intramuros da pol\u00edtica e do pr\u00f3prio PMDB, h\u00e1 quem considere as cita\u00e7\u00f5es do nome de Michel Temer nas conversas entre o executivo da OAS, Leo Pinheiro, e o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha, como combust\u00edvel para substituir o movimento pr\u00f3-impeachment por outro, mais forte, em prol de novas elei\u00e7\u00f5es presidenciais ainda no pr\u00f3ximo ano. 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