{"id":3178,"date":"2019-02-06T08:55:24","date_gmt":"2019-02-06T10:55:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/?p=3178"},"modified":"2019-02-06T11:08:50","modified_gmt":"2019-02-06T13:08:50","slug":"bolsonaro-congresso-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/denise\/bolsonaro-congresso-previdencia\/","title":{"rendered":"Equipe econ\u00f4mica deve enviar reforma da Previd\u00eancia rigorosa e deixar para o Congresso atenu\u00e1-la"},"content":{"rendered":"<p>A equipe econ\u00f4mica est\u00e1 decidida a enviar um texto mais implac\u00e1vel, com todas as categorias, para deixar nas m\u00e3os do presidente Jair Bolsonaro e do pr\u00f3prio Congresso a miss\u00e3o de aliviar a carga. A idade m\u00ednima igual para homens e mulheres \u00e9 o principal ponto. Assim, se for para atenuar a reforma, ser\u00e1 em algo que j\u00e1 est\u00e1 previsto e mant\u00e9m os demais itens, caso do sistema de capitaliza\u00e7\u00e3o no futuro.<\/p>\n<p>Esse sistema, de jogar um texto mais duro para que o Congresso modifique a proposta, era a estrat\u00e9gia usada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, a fim de dividir a vit\u00f3ria com a base e dar discurso aos seus deputados e senadores. J\u00e1 o governo da presidente Dilma Rousseff, lembram os parlamentares, n\u00e3o aceitava dividir os louros nem era acostumado a cumprir acordos fechados no plen\u00e1rio. Deu no que deu. A reforma da Previd\u00eancia vai mostrar como o governo de Jair Bolsonaro agir\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 base aliada. Se vai deixar que tenha alguma vit\u00f3ria ou se vai querer fazer tudo sozinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Quem com ferro fere&#8230;<\/strong><\/h2>\n<p>O clima no MDB do Senado continua esquisito. A bancada do partido n\u00e3o gostou nada de ver o PSDB \u201cvetar\u201d alguns senadores para a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a. Por\u00e9m, \u00e9 o mesmo rem\u00e9dio que Renan Calheiros usou no passado.<\/p>\n<h2><strong>\u2026 com ferro \u00e9 ferido<\/strong><\/h2>\n<p>Em 2015, quando Renan foi reeleito presidente da Casa, ele s\u00f3 aceitava dar o lugar \u00e0 Mesa Diretora para a senadora L\u00facia V\u00e2nia (PSDB-GO). O partido n\u00e3o aceitou. DEM, PSDB e PSB, que apoiaram Luiz Henrique, ficaram fora da Mesa Diretora.<\/p>\n<h2><strong>O mundo d\u00e1 voltas<\/strong><\/h2>\n<p>\u201cEstejam preparados, porque voc\u00eas v\u00e3o experimentar o que nunca viram nesta Casa: uma oposi\u00e7\u00e3o com conte\u00fado, com preparo e com capacidade de fazer o bom combate\u201d, disse\u2026 N\u00e3o, n\u00e3o foi Renan Calheiros quem proferiu essa frase, tampouco Jader Barbalho ou Eduardo Braga. A declara\u00e7\u00e3o \u00e9 de Ronaldo Caiado, hoje governador de Goi\u00e1s. Dita em fevereiro de 2015, quando seu partido foi exclu\u00eddo da Mesa Diretora.<\/p>\n<h2><strong>S\u00f3 tem um probleminha<\/strong><\/h2>\n<p>O clima de tens\u00e3o continuar\u00e1 forte. E, nesse ambiente, a Casa vai demorar a engrenar. Afinal, n\u00e3o s\u00e3o poucos os senadores que disseram ter votado em Davi Alcolumbre (DEM-AP) para presidente do Senado pela necessidade de n\u00e3o eleger Renan Calheiros. E n\u00e3o em apoio ao nome preferido pelo governo. Em outras palavras, a base aliada continua incerta.<\/p>\n<h2><strong>A Apex vai mudar<\/strong><\/h2>\n<p>No semin\u00e1rio Desafios da Economia em 2019, realizado pelo <strong>Correio Braziliense<\/strong>, o diretor de gest\u00e3o corporativa da Ag\u00eancia de Promo\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio Exterior (Apex), Marcio Coimbra, levou n\u00fameros que deixaram a plateia estarrecida: o Canad\u00e1 tem um or\u00e7amento de US$ 150 milh\u00f5es e 148 escrit\u00f3rios pelo mundo. O Brasil tem um or\u00e7amento de US$ 212 milh\u00f5es e nove escrit\u00f3rios. No Canad\u00e1, s\u00e3o 659 funcion\u00e1rios, 578 no exterior. No Brasil, 318, sendo 274 no pa\u00eds. E aqui, diz-se nos bastidores, era reserva de mercado aos amigos do governo de plant\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Libert\u00e9, egalit\u00e9, fraternit\u00e9\/<\/strong> Jean Paul Prates (PT-RN) traz uma curiosidade no curr\u00edculo: \u00e9 o primeiro senador de origem francesa da hist\u00f3ria da Rep\u00fablica. Foi ainda o \u00fanico petista a visitar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM). \u201cEle foi eleito e merece o respeito de todos n\u00f3s\u201d, comenta.<\/p>\n<p><strong>Enquanto isso, na bancada&#8230;<\/strong>\/A proposta do ministro da Justi\u00e7a, S\u00e9rgio Moro, de tornar lei a pris\u00e3o ap\u00f3s condena\u00e7\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia abriu a brecha para que os deputados do PT passassem a cobrar a liberdade do ex-presidente. A ideia agora \u00e9 tir\u00e1-lo de Curitiba, nem que seja para assegurar a pris\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Itamaraty em manuten\u00e7\u00e3o<\/strong>\/ O servi\u00e7o de e-mail do Itamaraty ficou fora do ar por cinco dias, desde sexta-feira, quando houve a entrevista do chanceler Ernesto Ara\u00fajo. Mas n\u00e3o se preocupem. Foi s\u00f3 uma coincid\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Lobby em debate\/<\/strong> A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e Governamentais promove hoje debate com o ministro da Transpar\u00eancia, Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Controladoria Geral, Wagner Ros\u00e1rio . Em pauta, a Agenda da Regulamenta\u00e7\u00e3o e o Di\u00e1logo entre o P\u00fablico e o Privado. Ser\u00e1 \u00e0s 8h30, no Hotel Kubitschek Plaza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A equipe econ\u00f4mica est\u00e1 decidida a enviar um texto mais implac\u00e1vel, com todas as categorias, para deixar nas m\u00e3os do presidente Jair Bolsonaro e do pr\u00f3prio Congresso a miss\u00e3o de aliviar a carga. A idade m\u00ednima igual para homens e mulheres \u00e9 o principal ponto. 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